sábado, 4 de fevereiro de 2017

POLÍCIA CIVIL CONCLUI CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA POLICIAIS CIVIS EM BREVES

A Academia da Polícia Civil (Acadepol) e o Grupo de Pronto-Emprego (GPE) concluíram, nesta sexta-feira, 3, os cursos de capacitação para mais de 20 policiais civis que atuam nas Delegacias de dez municípios vinculados à Superintendência Regional do Marajó Ocidental, sediada em Breves. Iniciados no último dia 31, as atividades envolveram aulas teóricas, como investigação policial moderna, qualidade no atendimento ao público, inteligência policial, entre outros, e treinamentos práticos, como tiro policial, porte e empunhadura e técnicas de abordagem. A região de Breves foi a primeira do interior do Estado a receber os cursos em 2017. 


Os atividades foram realizadas na sede do Tiro-de-Guerra do Exército Brasileiro, em Breves. No último dia, os policiais civis passaram por treinamento de tiro com pistola calibre ponto40, escopeta calibre 12 e com a nova arma recém adquirida, carabina CT ponto30. Os policiais civis também tiveram curso de local de crime. As aulas teóricas foram ministradas pelos professores da Acadepol, Afonso Rodrigues e Kleiton Amancio, e as práticas pelos instrutores do GPE, investigadores Lima e Peri. Para o delegado Geraldo Pimenta Neto, da Superintendência de Breves, os cursos foram muito produtivos e servirão para padronizar os procedimentos operacionais. 


A partir desses cursos, ressalta o delegado, a ideia é manter uma rotina de treinamentos com os policiais civis da região. "Gostamos tanto do curso que combinei com os colegas a realizarmos treinos uma vez por mês, sob orientação dos dois policiais civis - investigadores Augusto Raulino e Victor Bricio - do GPE que estão na regional de Breves", detalha, ao ressaltar o apoio do Tiro-de-Guerra do Exército. 


A meta da Acadepol é capacitar, até o final deste semestre, mais de 600 policiais civis em todo Estado. Segundo a delegada Marlise Tourão, diretora da Acadepol, a meta é percorrer todas as Superintendências Regionais do interior do Pará para ministrar os cursos de capacitação. Dados da Acadepol mostram que, no ano passado, 1.433 servidores públicos da Polícia Civil e de outras instituições de Segurança Pública, como policiais civis, administrativos, estagiários, policiais militares, entre outros, passaram por cursos de capacitação, na Acadepol.

POLÍCIA CIVIL TRANSFERE PARA BELÉM PRESO NO INTERIOR DO PARÁ ACUSADO DE MATAR POLICIAL MILITAR REFORMADO NA CAPITAL

Policiais civis da Divisão de Homicídios conduziram, nesta sexta-feira, 3, para a sede da unidade policial, o preso Thiago Cardoso Martins, 28 anos, conhecido como Thiaguinho, acusado da autoria do assassinato do policial militar reformado Olênio Pinto Prado, 51 anos, em julho do ano passado, no bairro do Jurunas, em Belém. Ele foi preso em flagrante no município de Limoeiro do Ajuru, nordeste paraense, no último dia 1º, por tráfico de drogas, por uma guarnição da Polícia Militar, após ser flagrado, em uma casa na rua JK, bairro da Matinha. 


Após ser preso, ele foi conduzido para Cametá para ser autuado em flagrante por tráfico de drogas e outros crimes. Thiago foi transferido para Belém, ontem, e estava recolhido na Central de Triagem da Cremação, até ser conduzido para ser ouvido em depoimento pelo delegado Fernando Bezerra, presidente do inquérito. Segundo o delegado Renato Wanghon, da Divisão de Homicídios, Thiago e mais três comparsas são apontados como os autores do assassinato do policial militar. Na época do crime, o grupo pegou a vítima de surpresa no momento em que caminhava na Avenida Roberto Camelier com Rua dos Mundurucus. 

Olenio foi alvejado por vários tiros por dois homens que desceram de um carro roubado. Os criminosos fugiram do local sem levar nada do policial militar reformado, que estava armado, mas não teve chance de se defender. Depois dos tiros, os criminosos saíram em fuga no carro até uma rua, onde os três ocupantes dos veículos passaram para um táxi que já os aguardava no local e abandonaram o carro roubado. 

O crime teria sido motivado por vingança, por parte de Thiago, que teria prendido o acusado enquanto estava em atividade na Polícia Militar. Thiago responde a, pelo menos, três processos criminais na Justiça paraense, entre eles, um do ano de 2007 em que é acusado de matar um policial militar da ativa, na área do Tucunduba, bairro do Guamá, em Belém. Ele vai permanecer preso à disposição da Justiça.

POLÍCIA CIVIL JÁ PRENDE SEIS ENVOLVIDOS NO ASSASSINATO DE JOVEM DE 19 ANOS EM ANANINDEUA

A Polícia Civil identificou 14 envolvidos e destes seis já estão presos acusados de matar a jovem Mayara da Silva Martins, de 19 anos, cujo corpo foi encontrado, em 15 de julho do ano passado, nas matas do parque ambiental do Utinga, em Águas Lindas, município de Ananindeua, na Grande Belém. As informações foram prestadas, nesta sexta-feira, 3, pelos delegados Renato Wanghon e Eduardo Rollo, da Divisão de Homicídios, após a apresentação do sexto preso acusado do crime. Marcio Guilherme Prado Lima Filho, 23, de apelido Bugalu, é acusado de ser um dos mandantes do homicídio. A vítima foi sequestrada e levada para dentro da mata, onde foi torturada e morta a tiros. Do total de 14 envolvidos no assassinato, um acusado já morreu. 


Dos demais 13 acusados, dois são adolescentes. Os demais 11 são todos adultos com mandados de prisão decretados pela Justiça. Seis deles estão presos e outros cinco continuam foragidos. Márcio estava na condição de foragido de Justiça após fugir de uma casa penal no ano passado. Ele foi preso novamente por tráfico de drogas e estava recolhido na Central de Triagem da Marambaia, em Belém, com nome falso. As investigações mostraram que a morte de Mayara foi a mando de Bugalu e José Adriano Gomes Santos, 26, conhecido por Adriano Gordo, que, na época do crime, estavam presos. Atualmente, Adriano Gordo está no presídio de Catanduvas, no Paraná, por determinação da Justiça, por seu auto grau de periculosidade. 

A vítima foi morta por ter sido apontada como informante de policiais militares que prenderam em flagrante, dias antes, por tráfico de drogas, Mayara Madalena Prado Silveira, 21, prima de Bugalu e dona de um ponto de venda de drogas, em Águas Lindas. Em 14 de julho, a jovem foi levada por sua irmã Tayná de Jesus Martins de Lima, 20, e por uma amiga, menor de idade, sob alegação de que iriam consumir drogas, perto das matas do parque do Utinga. Foi uma emboscada. Ao chegar nesse local, a vítima foi surpreendida por criminosos que a obrigaram a entrar na mata e ali passaram a torturá-la até que a mataram com vários disparos. 

A tortura e a execução de Mayara foram filmadas com um celular por um dos bandidos e as imagens do crime foram compartilhadas nas redes sociais e, dessa forma, chegaram ao conhecimento público e das autoridades policiais. Além de Bugalu; Tayná, irmã da vítima; Mayara Madalena, prima de Bugalu, e Adriano Gordo, estão presos também Alef Cunha Mininea, 19 anos, também conhecido por Alace ou Walace, e Lidean da Silva Borges, 25, de apelido Fred. Estão foragidos Ewerton Correa Maués, 25, de apelido Churrasco; Alessandro do Nascimento Araújo, 22, conhecido por Sandro; Wagner Martins Gomes, 21, de apelido Peste; Leonardo Martins da Rocha, 22, de apelido Beca, e Clevyson Erick Sousa da Silva, 22.

POLÍCIA CIVIL RENDE HOMENAGENS PELO DIA NACIONAL DOS PAPILOSCOPISTAS

O dia 5 de fevereiro é o Dia Nacional do Papiloscopista. A data é destinada a homenagear esses profissionais da Polícia Civil fundamentais para a efetivação da cidadania, na elucidação de crimes e na garantia de direitos das pessoas. O dia é uma referência à data de 5 de fevereiro de 1903, quando a Papiloscopia foi implantada oficialmente no Brasil num decreto firmado pelo então presidente do Brasil, Rodrigues Alves, o de Nº 4.764 que instituiu a Secretaria da Polícia do então Distrito Federal brasileiro e regulamentou a Lei Nº 947 de 29 de dezembro de 1902, reformulando o Serviço Policial no Distrito Federal e criando a Identificação Dactiloscópica na então capital brasileira, o Rio de Janeiro.
Em 1901, portanto dois anos antes da implantação da Papiloscopia no Brasil, foi realizado o 3° Congresso Científico Latino Americano, na cidade de Montevidéu, capita do Uruguai, onde foi apresentado o método datiloscópico de identificação de pessoas. A partir da implantação desse método, surgiu no Brasil a Papiloscopia que passou a ser considerada como o uso da impressão digital de uma pessoa como prova conclusiva sobre a identidade do indivíduo. No Brasil, passou a ser usado na identificação humana o "Sistema Dactiloscópico Vucetich", a partir de uma sugestão do jornalista, poeta, político e tradutor brasileiro, José Félix Alves Pacheco. A partir de então, a Papiloscopia no Brasil vem se aperfeiçoando e alcançando novos rumos. 
Papiloscopista em atividade

A Papiloscopia é a ciência que utiliza como meio de identificação humana as saliências da pele existentes nas palmas das mãos e solas dos pés. Essas saliências são as papilas dérmicas, mais conhecidas popularmente pelo estudo das impressões digitais. O papiloscopista é o policial civil especializado na individualização humana por meio das impressões digitais, cujos desenhos são únicos em cada pessoa. Esse profissional também atua na representação facial humana – que engloba retrato falado, representação prosopográfica e projeção de idade; na identificação criminal, na perícia em local de crime, na identificação necropapiloscópica e na manutenção de bancos de dados civil e criminal, assim como na emissão de documentos de identidade.
No Pará, atualmente, existem 188 papiloscopistas policiais que atuam nos municípios-sedes das Superintendências Regionais da Polícia Civil, como Abaetetuba, Castanhal, Capanema, Santarém, Marabá, Altamira e Redenção, além de cidades como Xinguara e Parauapebas, e em Belém.
São funções do papiloscopista:
- Elaborar peças de caráter técnico referentes a documentos ou fragmentos de impressões digitais colhidos em locais de crimes;
- Realizar diligências policiais e participar de operações, quando requisitado pela autoridade competente;
- Identificação neonatal (impressões podoscópicas em recém-nascidos);
- Colher impressões digitais para os requerimentos de documentação da população;
- Realizar os exames de Representação Facial Humana (Retratos Falados, Projeções de Envelhecimento, de forma manual ou com auxílio de ferramentas computacionais);
- Realizar exames de projeção de envelhecimento em casos de desaparecidos;
- Realizar a identificação papiloscópica de indivíduos nos casos previstos em lei;
- Coordenar e organizar os arquivos de impressões digitais, conforme as técnicas de classificação das estruturas das cristas papilares;
- Consultar, incluir e emitir a folha de antecedentes criminais sobre uma pessoa (para instrução de inquéritos policiais, processos judiciais e certidões);
- Proceder consultas criminais diversas;
- Gerenciar a inclusão dos dados civis e criminais de indivíduos nos sistemas informatizados públicos.
O profissional da Papiloscopia é responsável pelos seguintes serviços:
Perícias Papiloscópicas: Procedimentos periciais que visam a emissão de laudos sobre a coleta de fragmentos de impressões digitais deixadas em locais de crime visando a identificação de pessoas.
Perícias Necropapiloscópicas: Procedimentos que visam a identificação de uma pessoa encontrada morta sem qualquer identificação.
Perícia Prosopográfica: Procedimentos usados na Perícia Papiloscópica Policial para identificação de pessoas por meio da chamada representação facial humana. Por essa ciência, é possível fazer a análise de fotos ou vídeos coletados em locais de crimes, como forma de auxiliar a investigação policial na identificação dos autores.
Perícia Iconográfica e Retrato Falado: Procedimento que visa a elaboração de laudos com montagem de representações faciais de suspeitos de crimes descritos a partir do relato de testemunhas. Os chamados retratos-falados são confeccionados com uso de programas de computador para elaborar o rosto do suspeito.
Prontuário Criminal: Documento onde constam os dados criminais de uma pessoa mediante a identificação oficial e que pode ser solicitado para embasar investigações de crimes.
Coleta e arquivamento de impressões digitais: Procedimento que visa manter um banco de dados dos prontuários civis das pessoas.
Documentos de identificação: Confecção e emissão de carteiras de identidade civil onde constam os Registros Civis (RGs).
Atestado de Antecedentes Criminais: Atualmente, no Pará, esse documento é emitido gratuitamente por meio da internet.