terça-feira, 18 de abril de 2017

POLÍCIA CIVIL APREENDE 800 QUILOS DE CARNE ESTRAGADA EM SOURE

A Polícia Civil divulgou, nesta terça-feira, 18, informações sobre a apreensão de carne bovina, realizada, ontem, após recebimento de denúncia anônima. Ao todo, foram apreendidos 800 quilos de carne bovina estragada que seria usada na merenda escolar na rede municipal de ensino, em Soure, na Ilha do Marajó. A apreensão foi realizada por volta de 14 horas. A carne foi encontrada no interior de um caminhão-baú no porto da balsa que faz a travessia do rio Paracauari, entre as cidades de Salvaterra e Soure. Segundo o delegado Rodrigo Amorim, titular da Polícia Civil em Soure, o veículo saiu de Salvaterra com a carga que seria distribuída em escolas de Soure. 

O caminhão foi abordado no momento em que desceu da balsa. No veículo, estavam o motorista e o dono da carga, Jacy Nunes, 42 anos. "Dentro do baú, foram encontrados diversos sacos de carne em estado de decomposição. Após solicitação de documentos necessários para transporte do produto, o dono da carga informou que não estava de posse da documentação", explica o delegado.

Assim, foi acionada a Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) para averiguar a situação. O dono da carne foi conduzido para a Delegacia, para ser autuado em flagrante por receptação e depósito de produto inapropriado para consumo de pessoas. Ele vai permanecer recolhido à disposição da Justiça. Os 800 quilos de carne, detalha o delegado, foram incinerados. 

Jacy Nunes venceu uma licitação aberta pelo município de Soure para contratação de distribuidora de carne bovina para a rede municipal de ensino de Soure. Em depoimento, ele alegou que a carne era procedente de uma fazenda de sua propriedade, mas não disse o nome da empresa fornecedora. 

DESTINAÇÃO Segundo o delegado, em informações coletadas durante a apuração do caso, a carne tinha como destinação a merenda escolar, já que o condutor do caminhão-baú foi contratado para distribuir o produto em escolas municipais de Soure. Ainda, conforme o delegado, o produto não apresentava o selo obrigatório de inspeção da Vigilância Sanitária nem autorização da Adepará. A equipe da Agência de Defesa Agropecuária acompanhou todo o trabalho da equipe de policiais civis em Soure. "A médica veterinária do órgão público atestou que a carne estava inapta para consumo", ressalta.

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