terça-feira, 31 de janeiro de 2017

POLÍCIA CIVIL VAI EMITIR DOCUMENTOS DE IDENTIDADE DURANTE ATO PÚBLICO NO PRÓXIMO DOMINGO

A Polícia Civil do Pará será uma das instituições públicas engajadas em uma campanha de combate ao trabalho escravo no Estado a ser realizada no próximo dia 5 de fevereiro, na praça Batista Campos, centro de Belém. Durante o ato público, será realizada uma ação de cidadania com emissão de Carteiras de Identidade pela Didem (Diretoria de Identificação "Enéas Martins"), da Polícia Civil. Com o lema "Vamos abolir de vez essa vergonha", em referência ao trabalho em condições análogas à escravidão, o evento é uma realização do Ministério do Trabalho, da Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo (COETRAE-PA), da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região - Pará e Amapá (Amatra 8), da Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho no Pará (Sinait/PA) e rede de crédito Sicoob Credijustra.


O evento é alusivo ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo celebrado em 28 de janeiro. A data foi instituída em homenagem aos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes Gonçalves, João Batista Lage e Nelson José da Silva, e motorista Aílton de Oliveira, mortos em 2004, quando apuravam denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí, em Minas Gerais. Durante a ação de cidadania, além das Carteiras de Identidade, haverá a emissão de Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e apresentações de dois grupos de carimbó. O evento vai contar com um palco montado na praça para que representantes das entidades possam falar sobre as ações de prevenção e combate ao trabalho escravo no Pará. Ao mesmo tempo, haverá distribuição de panfletos informativos para conscientização da comunidade sobre o problema.

A Polícia Civil é uma das instituições que integram o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (COETRAP), vinculada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH). Esse Comitê é formado pelas instituições que integram a chamada rede de articulação de erradicação do tráfico de pessoas no Pará. "O trabalho escravo é uma das modalidades de tráfico de pessoas", explica a delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Christiane Ferreira. Dentro da estrutura da Polícia Civil, a Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV) é a unidade responsável em atuar em ações de prevenção e combate a práticas de violação de direitos contra pessoas em situação de vulnerabilidade, como é o caso dos trabalhadores em situação análoga à escravidão.

A delegada ressalta que, apesar do crime de trabalho escravo ser de competência federal, a Polícia Civil atua nas regiões do Pará, onde a Polícia Federal não estiver presente. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho escravo apresenta características bem delimitadas. "Além das condições precárias, como falta de alojamento, água potável e sanitária, por exemplo, também existe cerceamento do direito de ir e vir pela coação de homens armados. Os trabalhadores são forçados a assumir dívidas crescentes e intermináveis, com alimentação e despesas com ferramentas usadas no serviço", detalha a OIT.







sábado, 28 de janeiro de 2017

SEGURANÇA PÚBLICA APRESENTA DEZ ITENS NA CARTA DE MACAPÁ

A Segurança Pública integra a Carta de Macapá do 13º Fórum de Governadores da Amazônia Legal. O documento finalizado nesta sexta-feira, 27, consolidou os anseios da população para o planejamento conjunto e o desenvolvimento integrado da região. Os Estados identificaram as problemáticas comuns e as políticas públicas necessárias que podem ser desenvolvidas em conjunto para fortalecer a Amazônia. O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Jeannot Jansen, e o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino, estiveram presentes no evento.
Na Segurança Pública, especificamente, que integra os debates pela primeira vez, a fonte de financiamento do setor foi a principal reivindicação dos gestores da Amazônia. “A União precisa olhar a segurança pública da Amazônia a partir das especificidades da região. Isso é fundamental. Por isso, os gestores da Amazônia Legal se unem para levar uma proposta para Brasília”, disse o secretário de Defesa, Cidadania e Segurança Pública de Rondônia, coronel Lioberto Ubirajara, durante a apresentação dos itens.

Os gestores da área da segurança pública pontuaram os dez itens que foram inseridos na Carta de Macapá e serão priorizados junto às discussões com a União:
- O Fundo Nacional de Segurança Pública, com indicação das fontes de financiamento;
- Indicação de uma operação pelo período de noventa dias nas fronteiras e divisas dos estados objetivando impedir as ações do tráfico de drogas e a circulação de armas e criminosos;
- Construção pela União de 27 presídios com 150 vagas com celas individuais, a serem administrados pelos estados;
- Construção de cinco presídios federais para cumprimento integral da pena de condenados faccionados;
- Controle material da execução pelo poder executivo, através das Secretarias de Administração Penitenciárias;
- Inclusão do sistema de segurança pública na Medida Provisória 755, tanto para transferência de recursos quanto para contratação de pessoal;
- Criação do Banco Nacional de Dados sobre Faccionados;
- Investigação federal sobre a estrutura do crime organizado e compartilhamento dos organismos estaduais;
- Atuação permanente das Forças Armadas nas fronteiras, além da atuação por 90 dias em apoio a Polícia Rodoviária Federal;
- E por fim, a definição da política da União para o combate ao crime organizado na Amazônia Legal.
O secretário de Segurança Pública e Justiça do Amapá, Ericláudio Alencar, foi enfático ao dizer que a segurança pública só é atendida em momentos de fragilidade, e um setor fundamental como este precisa de uma maior atenção. “Precisamos de medidas efetivas, não podemos ficar em discursos ou reuniões esporádicas. O governo federal tem que tomar uma posição e estabelecer uma fonte de financiamento permanente para trabalharmos com efetividade”, reivindicou o gestor. (Fonte: Portal do Governo do Amapá).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

POLÍCIA CIVIL APREENDE SEIS QUILOS DE COCAÍNA DURANTE OPERAÇÃO EM ANANINDEUA

A Polícia Civil apreendeu cerca de seis quilos de cocaína, nesta terça-feira, 24, durante operação policial para desarticular esquema de tráfico de drogas, em Ananindeua, na Grande Belém. Duas pessoas foram presas em flagrante de posse das drogas que seriam distribuídas nas Região Metropolitana. A ação policial foi realizada por policiais civis da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) em decorrência de investigações. Helen Suzi Neves Menezes, 43 anos, e Alexandre Santos Lima, 42, paraenses, foram presos no bairro do Coqueiro. 


Durante as abordagens, os policiais apreenderam com a mulher um total de 19 pedras de óxi de cocaína e um tablete da droga. Com o acusado, foram encontradas mais cinco pedras de óxi. No total, as drogas apreenderam somaram cerca de seis quilos. Os presos e o entorpecente apreendido foram levados para a sede da Denarc na Rua Coronel Luís Bentes, no Telégrafo, em Belém. Os dois foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e estão recolhidos à disposição da Justiça.

POLÍCIA CIVIL PRENDE IDOSO ACUSADO DE ESTUPRAR MENINA DE 11 ANOS EM BELÉM

A Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira, dia 24, em Belém, o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça contra João da Silva Martins, de 64 anos, acusado de abusar sexualmente de uma criança de 11 anos de idade. A ordem judicial de prisão foi decretada como resultado de investigações realizadas por policiais civis da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), sediada no Pro Paz Integrado do Centro de Perícias Renato Chaves (CPC). 


Coube a essa equipe policial dar cumprimento à prisão preventiva. A delegada Silvia Tavares, da Deaca, explica que as investigações apontaram que a vítima também sofria maus tratos por parte do acusado. Em depoimento, ele negou o crime. A criança ainda recebe atendimento pelo programa Pro Paz e permanece em um abrigo com sua mãe devido às ameaças que sofreram do agressor. O acusado já está recolhido no Sistema Penitenciário à disposição da justiça.

POLÍCIA CIVIL INFORMA SOBRE INSCRIÇÕES PARA CURSOS DO CICLO 30 DA REDE DE ENSINO À DISTÂNCIA

A Polícia Civil informa aos policiais civis interessados que a partir do próximo dia 1 de fevereiro iniciam os cursos referentes ao ciclo 39 dos cursos da rede de Ensino à Distância (EAD) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). As inscrições poderão ser realizadas através do site http://portal.ead.senasp.gov.br/. Veja abaixo o calendário de cursos e programe-se.


POLÍCIA CIVIL PROCURA FALSO PASTOR QUE ESTUPROU FIÉIS EM NOVO REPARTIMENTO

A Polícia Civil está à procura de Pedro Oliveira de Sousa Junior, acusado de se passar por pastor de uma igreja evangélica, para estuprar mulheres, em Novo Repartimento, no sudeste do Pará. Duas vítimas o denunciaram na Delegacia do município. O acusado está com mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça e atualmente está foragido. Os casos foram comunicados ao delegado Arthur Nobre, na quinta-feira, dia 26, quando foi instaurado inquérito policial, para apurar os fatos. A partir do relato de testemunhas e de provas apresentadas, o delegado requereu à Justiça a prisão do acusado. 

Pedro Junior está foragido. Informações pelo fone 181

Segundo o delegado, Pedro Junior se identificava como pastor da Congregação Nova Aliança, onde pregava nos cultos e ganhava cada vez mais a confiança das pessoas da comunidade e, assim, conseguia chamar a atenção de seguidoras da igreja. Ele atuava na região há, pelo menos, sete anos. Após a decretação da prisão, nesta sexta-feira, 27, a equipe policial de Novo Repartimento tentou localizá-lo o município, até descobrir que ele havia viajado para Marabá. 

As buscas ao acusado foram realizadas pela manhã e durante a tarde desta sexta-feira. "Ao chegarmos à cidade, testemunhas nos informaram que ele estava na casa de sua mãe, que mora em Marabá, mas que já teria se deslocado para outro lugar", explicou o delegado. Os policiais civis fizeram novas buscas, mas não conseguiram encontrar Pedro Junior. Conforme o delegado, o acusado usa um carro modelo Renault Logan, cor azul escura, com placa JVG 9165. O delegado solicita a quem tiver informações sobre o paradeiro de Pedro Junior que telefone para o fone 181, o Disque-Denúncia.

POLÍCIA CIVIL CONVIDA PARA EVENTO EM COMEMORAÇÃO AOS 11 ANOS DO PROGRAMA AMOR-EXIGENTE NESTE DOMINGO

A Polícia Civil convida os servidores da instituição e a comunidade em geral a participar da programação em comemoração aos 11 anos de fundação do programa Amor-Exigente, um movimento formado por voluntários que atua na prevenção social da violência por meio da auto e mútua ajuda e no desenvolvimento de preceitos para a organização da família. O evento será realizado, no próximo dia 29, a partir de 8h30 da manhã, no espaço Lar de Maria, localizado na Avenida José Bonifácio, bairro de São Brás, em Belém. 


O evento vai contar com a palestra ministrada pela terapeuta Virgínia Moraes que vai falar sobre abuso sexual - conhecer e prevenir como forma de amor. Dentre os voluntários do programa está o investigador da Polícia Civil, Marcelo Albuquerque. Ele explica que o programa desestimula a experimentação, o uso ou abuso de tabaco, do álcool e de outras drogas, assim como luta contra tudo o que torna os jovens vulneráveis e expostos à violência, aos acidentes de trânsito e à corrupção em todas as formas. 

Com atuação em diversas cidades do Brasil, o programa age para sensibilizar as pessoas e levá-las a perceberem a necessidade de mudar o rumo de suas vidas a partir de si mesmas. Também atua como apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos, e na prevenção como um movimento de proteção social.

POLÍCIA CIVIL CAPACITOU MAIS DE 1,4 MIL PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA NO ANO PASSADO

A Academia da Polícia Civil (Acadepol), órgão sediado no Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP), em Marituba, na Grande Belém, capacitou um total de 1.433 profissionais de Segurança Pública, por meio de cursos visando o contínuo aperfeiçoamento dos servidores públicos que atuam na prevenção e combate ao crime em todo Estado, no ano passado. O dado faz parte do relatório anual das atividades realizadas em 2016 pela Acadepol, unidade responsável pelo preparo e aperfeiçoamento dos policiais civis e demais agentes de Segurança Pública. 


Dentre os profissionais que passaram por capacitações estão policiais civis, militares, bombeiros, agentes prisionais, guardas municipais, entre outros. Os agentes, ao longo do ano, foram qualificados em diversas disciplinas, como habitação, uso e manuseio de armamento letal, condução de veículos de emergência, treinamento de tiro policial, identificação veicular e curso do sistema online de registro de ocorrências policiais (Sisp/WEB). Do total de servidores públicos que passaram por qualificação na Academia estão 1158 profissionais da Polícia Civil, como policiais civis, administrativos, estagiários, entre outros. 

Delegado-geral conversa com policiais civis

Nesta quinta-feira, 26, a Academia da Polícia Civil iniciou os cursos de capacitação do ano de 2017, com o curso de manuseio, manutenção, tiro policial e técnicas de abordagem. No curso de tiro, os policiais civis manusearam a carabina calibre CT 30, novo armamento adquirido recentemente pela Polícia Civil. A abertura das atividades de 2017 contou com a presença do delegado-geral Rilmar Firmino que juntamente com a diretora da Acadepol, delegada Marlise Tourão, deram as boas vindas aos policiais civis que atuam em unidades policiais da região metropolitana de Belém. 


Após as instruções realizadas por instrutores do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), que é composto de policiais civis altamente treinados, os profissionais de Segurança Pública foram ao estande de tiros do IESP para manusear o novo armamento. De acordo com o delegado-geral, além da carabina CT 30, os policiais civis também irão passar por treinamentos sobre uso, manutenção e tiro com a outra arma de fogo usada pelos agentes de Segurança Pública, a pistola calibre ponto 40. Ele destaca que um dos objetivos da Polícia Civil, até o final do primeiro semestre, será capacitar os policiais civis. 

Novo armamento

A delegada Marlise Tourão detalha que, além do treinamento com arma de fogo, os policiais civis terão cursos no novo laboratório da Academia. No final deste mês, a Acadepol irá iniciar os cursos itinerantes enviando instrutores para capacitar os policiais civis que trabalham no interior do Estado. A primeira região a receber os cursos é a ilha do Marajó a começar pelos policiais que atuam em Breves e municípios próximos. "Vamos percorrer todas as Superintendências Regionais do interior do Pará, e, por isso, convocamos os policiais civis a participar do curso", salienta. No ano passado, 1.433 servidores públicos da Polícia Civil e de outras instituições de Segurança Pública, como policiais civis, administrativos, estagiários, policiais militares, entre outros, passaram por cursos de capacitação, na Acadepol.

POLÍCIA CIVIL APREENDE ARMAS DE ALTO PODER DE FOGO NA ZONA RURAL DE MOJU

Policiais civis da Divisão de Homicídios de Belém, com apoio das equipes policiais das Delegacias de Abaetetuba e Moju, no nordeste paraense, apreenderam, no final de tarde desta quinta-feira, 27, uma espingarda de repetição modelo Pump calibre 12 e uma submetralhadora israelense modelo Uzi calibre 9 milímetros. As armas de alto poder de fogo foram encontradas abandonadas, em um matagal, na zona rural do município de Moju. O armamento já foi recolhido e está à disposição da Justiça. O caso vai ser apurado. 


Segundo o delegado Jivago Ferreira, da DH, a apreensão foi resultado de uma investigação realizada pela equipe policial que se deslocou até Moju, como parte das diligências policiais. Para não prejudicar as investigações, outros detalhes da investigação serão mantidas em sigilo. O policial civil explica que, ao avistarem a equipe de policiais civis, suspeitos que estavam no matagal saíram em fuga pela mata e não foram localizados, apesar das buscas realizadas na área. 

Ao vasculhar o local, as armas foram encontradas. Por serem armas de alto poder de fogo, as suspeitas são de que as mesmas seriam usadas possivelmente em um grande assalto. O delegado destacou a importância para a Segurança Pública da retirada de circulação de duas armas de grande poder de fogo.

DELEGADAS IRÃO PALESTRAR EM EVENTO DO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS EM BELÉM

A Polícia Civil vai estar presente, na próxima segunda-feira, dia 30, no evento "Poder Público e o Atendimento à População de Travestis e Transsexuais no Pará", promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará. O evento será realizado em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, data celebrada em 29 de janeiro. Um dos destaques do evento será a palestra da delegada Janice Aguiar, diretora da Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), de Belém. 


A policial civil vai falar sobre a Lei Maria da Penha com enfoque na recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu às transsexuais femininas as mesmas medidas protetivas garantidas às mulheres pela lei. O evento vai contar ainda com a palestra da delegada Hildenê Moraes, titular da Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH). 

A delegada irá falar sobre os serviços prestados pela DCCDH e os avanços na luta contra as violações de Direitos das pessoas Trans. "Vamos explicar como é a atuação da Delegacia e como são recebidas e atendidas as denúncias dos casos de discriminação", explica. A DCCDH atua também na apuração de outros tipos de crimes decorrentes de discriminação, como a injúria racial e a homofobia. 

As duas Unidades Policiais são vinculadas à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), da Polícia Civil. A programação será realizada no auditório da OAB, localizado na rua Gama Abreu, em frente à praça Barão do Rio Branco, bairro da Campina, em Belém. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

POLICIAIS CIVIS CONFRATERNIZAM-SE EM JOGO AMISTOSO NO MUNICÍPIO DE ANANINDEUA

Policiais civis estiveram em campo, neste final de semana, em mais um jogo de futebol amistoso, para celebrar a passagem de ano. Sob coordenação do investigador Manoel Amaral, chefe-de-operações da Seccional da Marambaia, a equipe do CPC (Clube da Polícia Civil) venceu a representação da Seccional da Sacramenta pelo placar de 4 a 1, em partida realizada no Campo do Kasa, em Ananindeua, na Grande Belém. A partida foi movimentada com destaque para o delegado Pery Netto, diretor da Seccional da Marambaia, que assinalou dois tentos para o time do CPC. 

Equipe do CPC
EQUIPE VENCEDORA DO AMISTOSO
Os outros dois gols foram marcados pelos policiais civis Antonio Caveira e Delcio Velhote. O gol de honra da equipe da Sacramenta, comandada pelo investigador Palha, foi um gol contra assinalado pelo investigador Japonês. Mais do que um jogo, foi um momento de descontração e de confraternização entre os policiais civis para reunir familiares e amigos e assim fortalecer os laços de amizade. Programações como essa já são tradicionais no CPC. 

No início do ano, o CPC promoveu um Remo e Paysandu, formado por policiais civis torcedores dos maiores rivais do futebol paraense, como parte da confraternização de fim de ano, No placar final, a vitória dos azulinos pelo placar de 2 a 0. O evento também contou com ação beneficente em favor das famílias dos integrantes do Clube, por meio da distribuição de cestas básicas de alimentos.

POLÍCIA CIVIL ABRE CANAL DE DEBATES ENTRE AUTORIDADES E SOCIEDADE EM PROGRAMA DE RÁDIO EM BELÉM

“Criamos um ambiente de relacionamento entre autoridades e sociedade, sobre temas atuais, para auxiliar a população na tomada de decisões de forma crítica, sobre assuntos de interesse público”. É dessa forma que a delegada da Polícia Civil e apresentadora do “Segurança e Cidadania”, da Rádio Nazaré, Christiane Ferreira, resume o objetivo do programa, que vai ao ar todas as sextas-feiras, de 14h às 16h. Ferreira explica que diminuir a distância entre as autoridades e sociedade é fundamental para que a população tenha a oportunidade de dialogar com pessoas especializadas nos temas abordados durante o programa, que, semanalmente, foca em tópicos como segurança pública, meio ambiente, proteção de vulneráveis, feminicídio, direitos humanos, entre outros.



“Essa é uma iniciativa da Rádio Nazaré em parceria com a Polícia Civil. Não há intervalos comerciais, então tudo é feito de forma proativa, com caráter educativo. O objetivo é fazer com que as informações trocadas sejam úteis aos ouvintes”, diz Ferreira. Depois de uma reformulação, que passou a ter a delegada como apresentadora, o semanal passou a ser dinâmico, com temas diversos de interesse público, interatividade e abordagens de diferentes perspectivas. “O público é participativo e mostra o quanto as pessoas são interessadas por essas temáticas trabalhadas dessa forma. 

A internet ajuda, pois participam pelo Facebook e Twitter com o envio de sugestões e perguntas. Abrimos canais para que a audiência também tenha voz”, explica. No ar desde outubro de 2016, o programa tem registrado bons índices de audiência. Para a delegada, ter o retorno positivo do público significa ter margem para inovar e manter o formato que tem dado certo. “Sou novata nessa função, mas o desafio de ser apresentadora de um programa com esse foco é prazeroso. Gostamos de receber sugestões de quem nos ouve, pois isso nos ajuda a inovar. Nossa intenção é criar esse laço e instruir quem busca instrução”, finaliza. Por Sérgio Moraes (Agência Pará/ Governo do Estado).

POLÍCIA CIVIL COMBATE CRIME DE POLUIÇÃO SONORA NO DISTRITO DE ICOARACI EM BELÉM

A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira, 20, a operação Harpocrates para combater o crime de poluição sonora, no distrito de Icoaraci, em Belém. No total, sete estabelecimentos comerciais foram visitados com constatação de poluição sonora. A ação policial foi realizada por policiais civis da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA). 

OPERAÇÃO
O delegado Luis Xavier, diretor da DEMA, explica que a operação resultou de um levantamento realizado previamente em Icoaraci que apontou locais geradores de som alto em excesso em desacordo com a Lei. Nos locais em que foi averiguada a situação de poluição sonora, detalha o delegado, os proprietários responderão pela infração prevista no artigo 54, da Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais. 

APREENSÕES
Durante as abordagens, algumas fontes sonoras foram apreendidas. Ainda, ressalta o policial civil, outros bairros da capital paraense estão sendo monitorados para serem alvos de novas operações. O trabalho da equipe da DEMA foi comandado pelo delegado Luiz Paulo Galrão juntamente com os investigadores Otávio, Márcia, Maués, Monteiro, Lourival e Alfredo, escrivã Alane e perito de Polícia Civil, Bosco.

POLÍCIA CIVIL QUEIMA QUASE UMA TONELADA DE DROGAS APREENDIDAS DURANTE O ANO PASSADO

A Polícia Civil incinerou, mediante autorização judicial, na manhã desta sexta-feira, 20, cerca de uma tonelada de drogas apreendidas durante operações policiais realizadas pelas Polícias Civil e Militar, no ano passado, em Belém e interior do Estado. A destruição dos entorpecentes realizada em uma indústria de cerâmica, localizada no bairro da Pedreirinha, em Marituba, na grande Belém, foi coordenada por policiais civis da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). A maior parte das drogas destruídas, explica o delegado Hennison Jacob, diretor da Denarc, foi formada por maconha em diversos formatos. Em porções menores, foram incineradas petecas de cocaína, pasta base, pedras de óxi e drogas sintéticas. Somente no ano passado, detalha o delegado, cerca de duas toneladas de drogas foram apreendidas em todo Estado. 

INCINERAÇÃO
A Denarc foi responsável por cerca de uma tonelada de entorpecentes apreendidos em 2016. Parte da maconha apreendida resultou da operação Tapera, realizada na divisa do Pará e do Maranhão, na região do Alto Rio Guamá, nos períodos de 22 a 27 de novembro, e de 12 a 14 de dezembro. Nas duas etapas, foram localizadas 55 roças de maconha com um total de 232,5 mil pés de maconha destruídos. Foram apreendidos mais de 114,7 mil mudas da erva, mais de 91 quilos de maconha seca; 35 quilos de sementes e 12 quilos de maconha em formato de tablete pronta para venda. Houve ainda incineração de drogas apreendidas durante operação policial em que mais de 460 quilos de maconha foram encontrados dentro de um caminhão, na rodovia BR-316, em Santa Isabel do Pará, nordeste paraense. Essa foi a maior apreensão de drogas do ano passado. 

POLICIAIS CIVIS CONDUZEM DROGAS APREENDIDAS PARA INCINERAÇÃO
Outra parte dos entorpecentes incinerados resultou da operação da Denarc que desarticulou um esquema de plantio de maconha dentro de apartamentos de alto padrão no centro de Belém. O sistema sofisticado, conhecido como plantação in-door (em local fechado) contava com estufas de lâmpadas para simular a luz solar, aparelhos de ar-condicionado e uso de produtos agrícolas. Duas pessoas responsáveis pelo plantio da erva foram presas em flagrante por tráfico de drogas durante operação da Divisão Estadual de Narcóticos. 

PARTE DO MATERIAL INCINERADO
DROGA JOGADA EM FORNO
Ainda, durante a operação, foram apreendidas drogas sintéticas (comprimidos de ecstasy e cartelas de LSD) nos imóveis. As ervas e drogas sintéticas eram fornecidas para eventos festivos, como "raves" (festas com música eletrônica). A incineração foi acompanhada pelo promotor de Justiça, Aldir Jorge Viana da Silva, da Promotoria de Justiça de Entorpecentes de Belém, unidade do Ministério Público do Estado. Ele explica que sua presença visa verificar o procedimento realizado para incineração e se os procedimentos estão de acordo com a legislação. A incineração também contou com a presença do engenheiro químico Ruy Neri, da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde Pública, que verificou a forma de pesagem da droga e as providências para queima da droga.

TRANQUILIDADE MARCA O TERCEIRO FINAL DE SEMANA DO CARNAVAL DA CIDADE VELHA EM BELÉM

Terminou com tranquilidade e sem registro de quaisquer ocorrências o terceiro final de semana do Carnaval da Cidade Velha, tradicional desfile de blocos que animam as ruas do mais antigo bairro de Belém e que abrem os festejos da folia de momo na capital paraense. No sábado e no domingo, mais de 200 mil pessoas transformaram as ruas do bairro em corredores de animação. Organizado pela Liga dos Blocos da Cidade Velha, com apoio do Governo do Estado e Prefeitura de Belém, o evento teve início com concentração dos milhares de brincantes, a partir de 14 horas, na praça do Carmo, em frente à Catedral Metropolitana, no centro histórico da capital paraense. 

Policiamento durante desfile do bloco Fofó do Lino
BLOCO DE RUA NO CARNAVAL DA CIDADE VELHA EM BELÉM
Depois, os blocos seguiram pela rua Doutor Assis, tomando rumo em direção à Avenida Almirante Tamandaré, que foi interditada para ser usada como ponto de dispersão dos foliões. Agentes da Polícia Militar e Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, da Guarda Municipal de Belém, do Departamento de Trânsito do Estado (Detran), da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) e da Secretaria Municipal de Economia (Secon) estiveram em atuação na segurança do evento. Ruas situadas nos arredores do Carnaval da Cidade Velha tiveram o trânsito desviado para vias alternativas por equipes do Detran e da Semob, que orientavam os motoristas. Cinco blocos puxaram a folia no fim de semana e reuniram foliões não só da Cidade Velha, mas de diversos bairros de Belém. 

O estudante Marcos Almeida, 20 anos, é morador do Guamá, e afirma que sempre acompanha o Carnaval na Cidade Velha, todo início de ano. "Sempre venho aos domingos para encontrar os amigos e cair na folia". festeja. Os moradores da rua Doutor Assis, por onde desfilaram os blocos, foram um show à parte. Com adereços coloridos e fantasiados, eles se reuniram em família na sacadas das casas da via para enriquecer ainda mais a tradicional festa carnavalesca. No domingo, o auge do evento foi os desfiles dos tradicionais blocos Fofó do Lino e Fofó de Belém. 

O primeiro, com vinte anos de existência, promoveu uma homenagem ao seu fundador, o compositor e carnavalesco Benedito Solino Viana de Sousa, que era conhecido como "Seu Lino" e que faleceu no ano passado, aos 81 anos de idade e mais de 50 anos dedicados ao Carnaval da Cidade Velha e do município de Cametá, sua terra-natal. Por causa do falecimento, o bloco não desfilou no ano passado. Neste ano, um boneco de mais de cinco metros de altura representando o fundador do bloco foi o abre-alas do arrastão da folia. Nem a chuva que caiu durante quase toda a tarde de domingo diminuiu a empolgação dos foliões pelas ruas antigas do bairro. 

O filho do compositor, Betinho Sousa, foi o puxador do bloco, entoando músicas tradicionais e temas atuais do Carnaval brasileiro. Em nome do bloco, ele elogiou o trabalho desempenhado pelas equipes de Segurança Pública para garantir o cortejo com tranquilidade e segurança. Para finalizar o domingo de folião, o bloco Fofó de Belém puxado pelo cantor e compositor Eloi Iglesias, entrou no corredor da folia, levando os brincantes ao delírio com marchinhas tradicionais do Carnaval brasileiro. O evento finalizou por volta de 20 horas deste domingo após a passagem do bloco Fofó de Belém. 

POLICIAMENTO NO EVENTO
TRANQUILIDADE Segundo o major Ed Lins, responsável pela coordenação do posto de comando do policiamento do evento, neste domingo, o percurso dos blocos transcorreu sem quaisquer ocorrências. Ele avaliou como tranquilo o evento carnavalesco na Cidade Velha, que chegou ao terceiro final de semana de folia pelas ruas do bairro. Para guarnecer a segurança do Carnaval da Cidade Velha, mais de 100 policiais militares foram distribuídos ao longo do percurso e nas ruas arredores do evento, a partir de 13 horas, para acompanhar a concentração do cortejo, até as 22 horas, após a dispersão dos brincantes. "Durante todo o percurso, temos patrulhas policiais com viaturas posicionadas ao redor do local do evento. Vamos permanecer fazendo segurança na área com policiamento ostensivo, efetuando abordagens em pessoas que estejam em atitudes suspeitas ou promovendo brigas e desordens", detalha. 

Ainda, ressalta o policial militar, as guarnições da Polícia Militar também foram posicionadas no início da Avenida Almirante Tamandaré, área de dispersão dos blocos, para acompanhamento do bloco no término do percurso. O trabalho de policiamento da área também contou com apoio do Centro de Integrado de Operações (Ciop), por meio do fone 190, para repasse imediato de qualquer ocorrência que ocorrer na área. Ele ressalta que a Liga dos Blocos do Carnaval da Cidade Velha, responsável pela organização do evento, tem contribuído para divulgar as orientações prestadas pelas Polícia Militar e Civil, visando evitar tumultos e brigas junto aos blocos para garantir a tranquilidade no tradicional evento carnavalesco do bairro mais antigo de Belém. "Em caso de ocorrer alguma situação de crime, como furto ou roubo, acrescenta o major, as Polícias Militar e Civil, em parceria com a Guarda Municipal de Belém, estavam de prontidão para agir da forma mais rápida possível", destaca. 

O trabalho de policiamento também contou com cinco plataformas de observação instaladas ao longo da rua Doutor Assis. A Polícia Civil esteve em atuação com policiais civis da Divisão de Polícia Administrativa (DPA), unidade vinculada à Diretoria de Polícia Especializada (DPE), sob coordenação das delegadas Andrezza Franco e Soranda Nascimento. Conforme a delegada Andrezza, foi dada atenção especial para a dispersão dos brincantes no cruzamento da rua Doutor Assis com Avenida Almirante Tamandaré. Nessa área, detalha a policial civil, existe a presença de ambulantes e de algumas pessoas com carros de som que são orientados a sair da área para permitir a passagem do trio elétrico do bloco, de forma a prevenir acidentes devido a obstrução do tráfego no corredor da folia.

POLÍCIA CIVIL APREENDE MATERIAL USADO EM JOGO DO BICHO EM BREVES

A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira, 23, o resultado das ações policiais de combate ao crime no município de Breves, na ilha do Marajó, realizadas de 17 a 20 deste mês. As operações contaram com apoio da Polícia Militar. Cinco pessoas foram presas. Três delas por porte ilegal de arma de fogo e outras duas acusadas de latrocínio - roubo seguido de morte - e homicídios. No mesmo período, dez pessoas foram detidas, no município, por contravenção penal de jogo do bicho durante a operação "Deu Zebra". Diversos objetos usados na prática ilegal foram apreendidos. Segundo o delegado Geraldo Pimenta Neto, da Superintendência da Região do Marajó Ocidental, no último dia 17, as Polícias Civil e Militar do município prenderam Cleiton Furtado Pantoja e apreenderam um adolescente acusados de latrocínio - roubo seguido de morte. 


Os dois são acusados de matar a facadas, durante assalto, o taxista Luan da Silva Freitas, em Breves. No dia seguinte, detalha o delegado, três pessoas foram flagradas com duas armas de fogo ilegais. Renato Furtado Pantoja, Maria do Socorro Souza da Silva e Manoel Neto dos Santos Maia foram presos por porte ilegal de um revólver de calibre 44 e de uma arma de fabricação caseira de calibre 26, além de quatro munições, três delas de calibre 44 e outra de calibre 36. Os objetos foram subtraídos de forma ilegal. O procedimento de prisão em flagrante foi lavrado pelo delegado Carlos Olavo Meschede com base nos artigos 180, do Código Penal (receptação), e 12 do Estatuto do Desarmamento (porte ilegal de arma de fogo). 

Em outra operação conjunta envolvendo policiais civis e militares, foi cumprido o mandado de prisão preventiva de Sandro Silva de Almeida, indiciado em dois inquéritos policiais sob acusação de dois homicídios qualificados. Ele possui outro pedido de prisão preventiva em inquérito policial de homicídio ainda sob apuração. Com o acusado foi apreendido um revólver calibre 32. No momento em que seria preso, o acusado sacou a arma de fogo e a apontou em direção aos policiais, que se defenderam e atingiram o suspeito com tiros nas pernas e em um dos pés. Sandro foi encaminhado inicialmente ao hospital local e depois liberado. 

Ele está preso à disposição da Justiça. Já, no último dia 20, a Polícia Civil deflagrou a operação "Deu Zebra" para combater a contravenção penal do jogo do bicho. Ao todo, dez pessoas foram detidas. Foi apreendida uma máquina para utilização de cartão de crédito, diversos blocos de anotação do jogo do bicho, a quantia de R$ 1.018,75 em dinheiro e outros objetos que comprovam a prática da contravenção penal. A ação policial foi coordenada pelos delegados Geraldo Pimenta Neto, Paulo Junqueira e Artur Carlos Meschede, com apoio de policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO) de Breves. O delegado Geraldo salienta que "as operações visam combater a prática de diversos tipo de crime e irão prosseguir durante todo o ano".

POLÍCIA CIVIL RESGATA CAVALOS EM SITUAÇÃO DE MAUS TRATOS NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

O trabalho de resgate de animais em situação de maus tratos realizado por policiais civis da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (Dema) resultou, no ano passado, na apreensão de 13 equinos, como cavalos e jumentos, encontrados na região metropolitana de Belém. Todos os animais foram levados pela equipe policial para o projeto Carroceiro, que é um dos parceiros da Dema e que está sediado na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém. O projeto é formado por médicos veterinários que prestam atendimento a animais usados como tração para puxar carroças e que, muitas vezes, acabam maltratados e abandonados pelos donos quando não lhes são mais úteis. 

ANIMAIS SÃO ENTREGUES NO PROJETO CARROCEIRO
Foi o caso de dois cavalos que haviam sido abandonados pelos donos após serem usados durante anos para puxar carroças pelas ruas de Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Os equinos foram encontrados no bairro de Águas Lindas no último dia 18 e encaminhados para tratamento veterinário no projeto Carroceiro. Segundo o investigador e médico veterinário da Dema, Edelvan Soares, os animais apresentavam sinais visíveis de maus tratos. "Eles estavam feridos e magros. Um deles estava com suspeita de câncer", detalha o policial. 

EQUINOS FORAM ABANDONADOS
O trabalho de resgate realizado pela Dema conta com apoio de uma carrocinha usada no recolhimento dos animais encontrados em situação de maus tratos. No caso, os dois cavalos foram localizados em um terreno baldio, após informações repassadas por moradores da área. Com o tratamento veterinário, a expectativa é de que os cavalos se recuperem. Após a recuperação, eles terão uma melhor destinação. 

CAVALO ABANDONADO
Entre os animais resgatados no ano passado pela Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA) está o caso de um cavalo filhote que estava em situação de maus-tratos e abandonado em Ananindeua, no mês de dezembro. Eles foi resgatado após abordagem realizada pela equipe policial mediante recebimento de denúncia sobre um cavalo perambulando pelas ruas da cidade. 

Em outra ação de resgate, em outubro, um cavalo que estava em situação de risco na estrada da Ceasa, em Belém, foi encontrado e levado para tratamento médico veterinário no Projeto Carroceiro. De acordo com Edelvan Soares, o quadrúpede apresentava sinais de maus tratos, como uma lesão em uma patas e ferimentos nas costas. O bicho foi colocado na carrocinha da DEMA e levado para a UFPA, onde recebeu os devidos cuidados.
CAVALO COM SINAIS DE MAUS TRATOS
Recuperados, detalha Soares, os equinos são destinados a doação para pessoas interessadas em adotá-los. Em geral, são pessoas que possuem sítios, onde os animais passam a ter uma nova vida. A doação dos equinos é realizada mediante orientação de conscientização dos novos donos sobre os maus tratos de animais. "Os responsáveis pela adoção são orientados de que esses animais não poderão mais serem usados como tração", explica o médico veterinário.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

POLÍCIA CIVIL PRENDE ACUSADOS DE COMETER FURTOS EM RESIDÊNCIA NA CIDADE DE ALENQUER

A Polícia Civil prendeu ontem Adriano Queiroz da Silva e Kassio Santos de Sousa, pelo crime de receptação, acusados de adquirir objetos furtados de uma casa alugada na cidade de Alenquer, oeste do Pará.


Foram recuperados dois notebooks, dois perfumes, R$ 100 mil em cheques e uma motocicleta sem placa nem documentos. 

Eles foram apresentados ao delegado Luciano Freitas para os devidos procedimentos legais e estão recolhidos na carceragem da Delegacia do município à disposição da justiça. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

DENÚNCIAS FEITAS AO FONE 181 AUXILIAM NA APURAÇÃO DE CRIMES PELA POLÍCIA CIVIL

No dia 15 de dezembro de 2015, um veículo náutico medindo 17 metros de cumprimento, três de diâmetro e quatro de altura, foi encontrado na região das ilhas de Vigia de Nazaré, município da região nordeste do Pará. Durante a abordagem, a equipe de investigação constatou tratar-se de um submarino que estava em fase final de construção e que atenderia ao tráfico internacional de drogas. Em outra situação, a equipe da Polícia Civil conseguiu as coordenadas de um endereço no bairro Curió-Utinga, à esquina das passagens Santo Antônio e Torres, em Belém. No local, uma casa em construção, foi encontrado um homem com as exatas características repassadas ao Setor de Inteligência da área de Segurança Pública. 


Identificado com Waldir Silva, o indivíduo, que estava de viagem marcada para Salvador (BA), era suspeito de participação na morte do universitário Lucas Silva da Costa, 19, assassinado na madrugada do dia 23 de maio de 2015. O crime teve grande repercussão na imprensa. O jovem foi morto dentro de um ônibus, quando se preparava para embarcar rumo ao município de Magalhães Barata, onde participaria de um projeto comunitário na comunidade de Algodoalzinho. Dois menores confessaram a participação do taxista. A existência do submarino que serviria de transporte para o escoamento de drogas, possivelmente para os Estados Unidos e o continente europeu, e a participação do taxista na morte do universitário Lucas vieram à tona após denúncias anônimas registradas pelo serviço telefônico 181. 

As informações registradas pelo Disque Denúncia foram essenciais para o avanço dos respectivos inquéritos. No caso do submarino, no mesmo dia da denúncia, uma equipe formada dezenas de policiais das Delegacias de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu) foram deslocados à região para apurar as denúncias. Já no caso Lucas, o taxista estava com a prisão decretada. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), de 1º de janeiro a 15 de dezembro do ano passado, 37.376 registros foram contabilizados pelo Disque Denúncia. Desse total, 22.829 denúncias foram válidas para processos de investigação. Apesar de terem diminuído, os trotes ainda são significativos. Atualmente, correspondem a quase 18% dos registros. 
QUADRO DA EVOLUÇÃO DAS DENÚNCIAS – De 2007 a 2015
Ano
Ligações
Denúncias Válidas
Percentual
2007
48.554
7.157
15%
2008
38.671
8.836
24%
2009
35.536
11.898
33%
2010
43.027
14.501
34%
2011
133.997
21.857
16%
2012
150.012
23.296
16%
2013
109.724
23.533
21%
2014
75.824
20.623
27%
2015
47.112
27.965
59%

Das denúncias válidas acolhidas pela gerência do serviço em 2016, as de maior recorrência foram: tráfico de entorpecentes (10.905), fugitivos procurados (1.231), perturbação do sossego (954), roubo a transeunte (805) e roubo (740). “No ano em que foi criado, 2007, o Disque Denúncia recebeu mais de 40 mil ligações, sendo que desse total apenas sete mil davam conta de informações verídicas. Em 2011 o número de ligações atendidas saltou para quase 134 mil, das quais 21 mil eram consistentes. No ano passado, atingimos 59% de denúncias anônimas válidas, o que corresponde, em números absolutos, a 28 mil de um total de 47 mil. Mas ainda enfrentamos a questão do trote, agora bem menos frequentes. As crianças são as que mais fazem ligações falsas, mas temos muitos adultos fazendo isso também, o que é lamentável”, relata a diretora do serviço do Disque Denúncia, Cibele Sette Câmara. 

Cibele Câmara: Titular do 181
CIBELE CÂMARA
De 2007 até 15 de dezembro do ano passado, 717 mil denúncias já foram registradas pelo Disque 181. Dessas, 182.495 foram atestadas como verdadeiras. Moradora do bairro Nazaré, a executiva de contas Gisele White já teve dúvida em relação aos números a serem usados nos casos de denúncias e de urgências e emergência. “Eu tive meu carro roubado e fiquei na dúvida diante dessa situação. Achava que poderia ligar, de imediato, tanto pelo 190 quanto 181”, afirmou. Acho que ainda falta divulgar melhor o serviço Disque Denúncia”, opinou. Se por um lado o serviço ainda deixa dúvidas quanto à sua utilização, por outro já é considerada uma das principais ferramentas de informação pelos delegados. 

À frente da Delegacia da Marambaia há quatro anos, o delegado Pery Neto é um dos agentes do Sistema de Segurança que faz valer o benefício do recurso. Ele conta que, mensalmente, 15 procedimentos policiais partem de dados e informações relacionadas ao Disque Denúncia. “Esse serviço é fundamental. Ele norteia nossas ações e, em muitos casos, é o pontapé inicial de muitas investigações. Antes tínhamos o chamado informante, mas precisávamos dar algo em troca pela informação. Hoje dispomos do Disque Denúncia e, pelo menos aqui, eu e minha equipe fazemos uso quase que diário dele”, explica o delegado. De duas a três vezes por semana, a equipe da Delegacia da Marambaia checa situações originadas de denúncias anônimas, grande parte delas resulta em flagrantes. 

Victor Manfrini, titular da Delegacia da Terra Firme, também tem solucionado casos com o auxílio do serviço 181. “Recebemos uma média de 40 denúncias por mês, sendo que umas 25 estão relacionadas ao tráfico de drogas. Como as pessoas não se sentem seguras para vir até a delegacia fazer as denúncias pessoalmente, por medo de represálias, acabam optando por repassar as informações pelo telefone. É um serviço importante para o nosso trabalho e também para a população, que quer ter a certeza de que a informação anônima vai gerar uma investigação e trazer resultados”, diz. 

Há nove anos atuando como delegado, Manfrini conta que já conseguiu desvendar até casos de roubos de caminhões de mercadorias ocorridos no bairro da Terra Firme. “Quando iniciamos um trabalho a partir do Disque Denúncia, passamos credibilidade e sensação de segurança ao denunciante”, complementa. Para dar conta do atendimento diário, Cibele Sette Câmara revela que quatro turmas se revezam 24 horas, ininterruptamente, na recepção das chamadas. Atendemos tanto ligações pelos telefones fixos como pelo celular. “São quatro equipes atuando em turno de seis horas, cada”, informa. 

E ressalta a importância de se estabelecer uma distinção entre o Disque Denúncia e o serviço 190, do Centro Integrado de Operações (Ciop). “O serviço 181 é investigativo. Por exemplo, digamos que alguém saiba de um carregamento de drogas que está chegando em determinado lugar e quer avisar a polícia. Nesse caso, ela pode usar o Disque Denúncia. Já quando a situação é de um assalto em curso, uma ocorrência de incêndio ou mesmo um acidente de trânsito com vítimas, aí sim, ela pode acionar o 190, cuja atuação é voltada para o atendimento de casos de urgência e emergência, via de regra”, esclarece. 

Registro - Pelo protocolo do serviço, todas as denúncias são registradas no sistema para a melhor gerência do banco de informações. De janeiro a outubro de 2016 vários deles foram catalogados. Entre os casos de maior repercussão originados por denúncias recebidas pelo 181, estão os de Felipe Lima, assassinado durante a programação de um bloco carnavalesco ocorrida no bairro da Cidade Velha; além da tentativa de roubo com baleamento do policial federal Márcio Alvarenga; do homicídio de Camila Pereira, encontrada em um motel no bairro Parque Verde; do latrocínio de Sérgio Silva Jr., integrante do grupo Arraial do Pavulagem; do latrocínio da estudante universitária Íngrid da Cruz, no distrito de Outeiro, e da fraude no concurso da Polícia Militar. 

Também ganhou espaço na imprensa o episódio do furto dos lustres do Palacete Pinho, que foram recuperados pela Polícia Militar em uma vila, localizada no bairro do Jurunas, a partir de uma denúncia feita ao 181. 

Funcionamento – Próximo de completar dez anos de criado, em 28 de janeiro de 2006, o Disque Denúncia integrava, até 2010, a estrutura da Polícia Civil. Mas em 2011, por conta da lei nº 7584, passou a fazer parte da estrutura administrativa da Segup, subordinado, contudo, ao Conselho de Segurança Pública (Consep), integrado por representantes de órgãos de segurança pública, de entidades da sociedade civil e dos demais poderes. A estrutura tecnológica da Central de Chamadas é oferecida pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Prodepa). 

Serviço – Sigiloso, gratuito e anônimo. Com esse slogan, o serviço preventivo e investigativo busca dar aos denunciantes a certeza de que as informações repassadas serão mantidas em segredo absoluto e que sua identidade não será de forma alguma exposta. “Reforçamos sempre que o serviço 181 é seguro para o repasse de informações sobre qualquer tipo de crime e forma de violência. A Central de Chamadas não está atrelada a qualquer sistema de monitoramento ou identificação de chamadas”, ratifica Cibele Sette Câmara. Por Sérgio Chêne (Segup/PA).