quarta-feira, 30 de novembro de 2016

POLÍCIAS CIVIL E MILITAR PRENDEM ACUSADOS DE DESTRUIR VIATURA DO DETRAN EM MÃE DO RIO

As Polícias Civil e Militar apreenderam oito adolescentes e prenderam cinco adultos por envolvimento nos atos de vandalismo e depredação do patrimônio público em Mãe do Rio, na noite de ontem, 29. Eles são apontados por participação na destruição e incêndio de uma viatura do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e na tentativa de depredação do prédio do órgão do município, além da depredação de uma praça pública na cidade. Os atos teriam ocorrido a pretexto de manifestação contra uma operação realizada pelo Detran no município desde o último dia 28 e que já resultou na apreensão de diversos veículos em situação irregular. 


O grupo teria se articulado para fazer o protesto por meio de grupos de WhatsApp. Segundo o delegado Clóvis Bueno, titular da Delegacia de Mãe do Rio, durante os atos de depredação, policiais militares de municípios da região e Comando de Policiamento Regional de Paragominas reforçaram a segurança na cidade e passaram a efetuar buscas para prender os acusados. 

Os adultos presos foram autuados pelos crimes de associação criminosa, dano ao patrimônio público, incêndio e corrupção de menores. Já os adolescentes foram apresentados ao Ministério Público para providências legais. 

A Polícia Civil solicitou perícia de local de crime que foi realizada na tarde desta quarta-feira, 30, no prédio do Detran. Conforme o policial civil, a intervenção da PM impediu que o grupo invadisse o prédio-sede do Detran na cidade. As investigações irão continuar para tentar identificar outros envolvidos nos atos de depredação. 

ACADEMIA DA POLÍCIA CIVIL PROMOVE TREINAMENTO DE MANUTENÇÃO DE ARMAS EM MARITUBA

A Academia de Polícia Civil (Acadepol) deu início, nesta terça-feira, 29, a dois dias de treinamentos aos policiais civis lotados na Seccional Urbana de Marituba voltados ao uso adequado de armamento e manutenção em primeiro escalão (limpeza e lubrificação) das armas de trabalho. A medida visa fornecer instrução educacional de forma técnica e profissional ao quadro pessoal da Polícia Civil e promover curso de atualização e aperfeiçoamento regular aos servidores da capital e interior do Estado. 

Policiais civis assistem a palestra na Seccional de Marituba

Segundo a delegada Marlise Tourão, diretor da Acadepol, as orientações almejam atingir resultados na qualidade do atendimento ao público para implementar a cultura da manutenção periódica e preventiva dos armamentos cautelados aos policiais civis e às Unidades Policiais e, dessa forma, promover a otimização do atendimento ao usuário e atender a política de integração do policial com a comunidade. 

No primeiro dia, os policiais civis assistiram a palestras na sede da Seccional, como sobre investigação policial. Nesta quarta-feira, eles serão levados ao estande de tiros do Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP), em Marituba, para participar do treinamento de tiro.

POLÍCIA CIVIL FLAGRA CULTIVO DE MACONHA DO TIPO "SKANK" DENTRO DE CONDOMÍNIO EM BELÉM

A Polícia Civil descobriu nesta terça-feira, 29, mais um local de cultivo de "skank" (maconha modificada para potencializar os efeitos alucinógenos) em uma casa no residencial Itapuã, no bairro do Tapanã, distrito de Icoaraci, em Belém. A droga era cultivada pelo eletricista Railson Amaral Ferreira, 42 anos, responsável em alugar a casa para o plantio, enquanto que o estudante Thalles Henrique Costa da Silva Haber, 23, reparava a plantação. Os dois foram presos em flagrante no local e autuados por tráfico de drogas.  


A operação foi realizada por policiais civis da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) sob coordenação do delegado Hennison Jacob, diretor da unidade policial. O flagrante é resultado da continuidade da operação realizada no último dia 24, quando duas pessoas foram presas responsáveis por cultivar pés de maconha em apartamentos de alto padrão e em uma casa, em Belém. O delegado Hennison Jacob explica que as investigações sobre o esquema de cultivo "in-door" (em local fechado) de maconha em residências continuaram após o flagrante realizado na semana passada. A partir das novas informações surgidas no decorrer das investigações foi possível levantar o endereço onde outro plantio da erva era realizado na capital paraense. 

Uma informação fundamental foi o caderno encontrado pela equipe coordenada pela delegada Fernanda Maués de Souza, na operação realizada no último dia 24. No caderno haviam anotações em que estava citado o nome de Railson. O eletricista é apontado como a pessoa que montava as instalações das estufas usadas para manter os pés de maconha plantados em vasos na residência. As estufas contavam com lâmpadas fluorescentes de alta qualidade que simulavam a iluminação natural do sol. Por ser processada em laboratório para ter o princípio ativo THC (Tetra-hidrocanabinol) potencializado, esse tipo de maconha tem um alto valor de venda. Cada quilo de "Skank" custa até R$ 8 mil. A maconha comum tem o quilo avaliado em R$ 200. 

Em depoimento, Railson alegou que é viciado em maconha desde os 18 anos e negou a prática do tráfico de drogas, alegando que cultivava a erva para consumo próprio. Ainda, segundo ele, o estudante o ajudava no cultivo da erva e não fazia venda da maconha. Para o delegado, as instalações montadas dentro da casa indicam que o local era usado para produção em série de maconha, o que caracteriza o crime de tráfico de drogas.

POLÍCIAS CIVIL E MILITAR PRENDEM ACUSADOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES EM TOMÉ-AÇU

MIZAEL
As Polícias Civil e Militar prenderam em flagrante, nesta quarta-feira, 30, em duas ações de combate à violência contra a mulher, no município de Tomé-Açu, nordeste paraense, Mizael de Souza Portal e Maciel Nunes. O primeiro tentou matar a atual companheira com um facão do tipo terçado. A vítima conseguiu fugir de casa e pediu ajuda na Delegacia.

O segundo homem foi preso após agredir a companheira na casa em que os dois viviam, na sede da cidade. Durante a prisão de Maciel, a equipe de policiais civis comandada pelo delegado Alexandre Lopes apreendeu drogas no imóvel e, assim, o suspeito também vai responder por tráfico de entorpecentes. 

Conforme o delegado, a prisão de Mizael Portal ocorreu logo após a vítima chegar ensanguentada na Delegacia pedindo socorro. Ela informou aos policiais civis que havia sido atacada pelo companheiro a golpes de terçado, inclusive, na cabeça.

A equipe policial prestou socorro à vítima, levando-a até o hospital municipal, onde a mulher levou pontos cirúrgicos no couro cabeludo devido a um ferimento de terçado, e foram constatados hematomas pelo corpo por causa de socos e chutes. Os policiais civis foram em busca e conseguiram prender o acusado.

MACIEL
Mizael foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio. Ele foi apresentado em audiência de custódia no Fórum de Tomé-Açu, onde o juiz de plantão decretou a prisão preventiva do acusado e determinou a imediata transferência do preso ao presídio regional. 

OUTRO PRESO No caso da prisão de Maciel Nunes, a equipe da Delegacia de Tomé-Açu em conjunto com uma guarnição da PM prendeu o acusado logo após receber informação de que ele havia agredido a companheira na casa em que morava com a vítima. 

Pelo fato de o acusado ser conhecido por envolvimento com o tráfico de drogas, os policiais fizeram uma revista na casa e encontraram no local 11 pedras de "óxi" de cocaína. 

Após o preso ser apresentado na Delegacia, o delegado Alexandre Lopes fez uma pesquisa no sistema de informações criminais e descobriu que havia um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça de Nova Mutum, no Estado do Mato Grosso, contra o acusado por crime de latrocínio - roubo seguido de morte. 

Após ser autuado em flagrante por lesão corporal decorrente de violência doméstica e tráfico de drogas, o preso foi apresentado ao juiz para audiência de custódia, na qual teve a prisão preventiva decretada e depois foi transferido ao presídio regional em Tomé-Açu.

PRESA MULHER CONDENADA A 50 ANOS DE PRISÃO PELA MORTE DOS PAIS EM BELÉM

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira, 28, Iraceli Barbosa Angelim, em cumprimento de mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça. A prisão foi realizada por policiais civis da Seccional Urbana do Guamá, em Belém. Ela tem sentença condenatória de 50 anos de prisão, no ano de 2004, pela morte dos pais, em Ananindeua, na Grande Belém. O pai da presa era o investigador da Polícia Civil, Leonardo David Angelim da Cunha e a mãe Ana Antônia Amaral da Costa. O crime foi premeditado. Iraceli estava foragida desde o ano de 2012, após ser beneficiada com a saída temporária para passar o Natal com familiares, e não voltou mais ao presídio feminino de Ananindeua. 


Além do mandado de prisão por condenação da Justiça, ela tinha outros dois mandados de prisão por outros crimes. Conforme o delegado Daniel Castro, diretor da Seccional, ela foi encontrada em uma casa, na rua Caraparu, no Guamá, pela equipe de investigadores da unidade policial. A mulher foi conduzida ao Presídio Feminino em Ananindeua para cumprir a pena. Em 2008, o Conselho de Sentença do TJ do Pará condenou Iraceli Angelim pela morte dos pais. A sentença foi anunciada em plenário pelo juiz José Admilson Gomes Pereira, titular da 6ª Vara Penal da Comarca de Ananindeua, que fixou a pena em 50 anos de reclusão (25 relativo a cada uma das vítimas) a ser cumprida em regime inicialmente fechado. Foi negado à acusada o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Conforme a sentença, o crime foi premeditado pela presa que praticou as mortes dos pais mediante paga de recompensa e sem dar chance de defesa às vítimas. Ainda, conforme a sentença, Iraceli foi reconhecida pelos jurados como autora intelectual do crime por ter facilitado o acesso de outros envolvidos no crime ao interior da residência do casal. Na sentença, consta que ela entregou aos comparsas as armas usadas no duplo homicídio. A pena foi fixada inicialmente em 20 anos para cada um dos assassinatos com agravante em doze anos (seis anos para cada vítima) pelas qualificadoras, no caso, crime mediante pagamento, motivo torpe e crime contra ascendente (pais) e atenuadas em 1 ano para cada vítima por ser, à época do crime, menor de 21 anos.

Iraceli foi denunciada pelo Ministério Público do Estado apontada como mentora do assassinato dos pais. Á época, as investigações apontaram que ela estaria grávida de um conhecido da família e por temer revelar a verdade aos pais, principalmente ao pai, que não aceitava o relacionamento, planejou o duplo homicídio. Ainda, conforme as investigações, ela manteve contato com um homem conhecido como Cosme, para matar os pais. Cosme indicou Fabrício Nogueira da Silva, que foi contratado por Iraceli por R$ 600,00 mais um aparelho DVD e um telefone celular, para cometer o duplo homicídio.

Acompanhado de um adolescente, Fabrício entrou na casa das vítimas, na noite de 18 de agosto de 2004. Na época, Iraceli fingiu à mãe estar passando mal e a levou para a cozinha da casa, onde Ana Antônia ainda chegou a dar um comprimido e um copo de água para filha. O pai dormia no quarto da casa na ocasião. Nesse momento, Iraceli empurrou a mãe em direção aos criminosos que já estavam dentro da casa e a levaram até lavanderia, onde Fabrício matou Ana Antônia a golpes de faca no pescoço. Ao todo, foram 17 facadas. Segundo os autos do inquérito, Iraceli participou do crime tapando a boca da mãe com um pano e dando ordem para Fabrício matá-la. Logo em seguida, Iracili deu sinal para que Cosme entrasse na casa. Logo em seguida, Fabrício teria atirado em Leonardo Angelim, que estava deitado na cama sob lençóis. 

No local do crime, a condenada tentou se passar por vítima e alegou que aos policiais que o pai teria matado a mãe e depois se suicidado. A versão foi derrubada durante as investigações que levaram em consideração a cena do crime e como os corpos foram encontrados. "Leonardo era destro, mas a arma foi encontrada ao seu lado esquerdo", informa a sentença judicial. Iraceli e os demais autores do crime foram presos cerca de quatro meses depois do duplo assassinato. Os três outros acusados já foram julgados e condenados, recebendo Fabrício a pena de 32 anos e, Cosme, de 35 anos, pelo duplo assassinato. O adolescente recebeu medida de internação.