quarta-feira, 23 de novembro de 2016

POLÍCIA CIVIL APREENDE MAIS DE 70 AVES EM CATIVEIRO NA CAPITAL PARAENSE

A Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (23), 70 aves (46 exóticas e outras 24 da fauna silvestre brasileira), que estavam guardadas em cativeiro, em uma residência, no bairro de São Brás, em Belém. As suspeitas são de que os pássaros seriam postos para comercialização. O dono do imóvel foi enquadrado em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime ambiental de maus tratos aos animais, já que as aves apresentavam sinais evidentes dessa prática ilegal. Todas as aves foram retiradas da casa e conduzidas para a Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA), responsável pela apreensão. 

AVES APREENDIDAS
Apreensão
OPERAÇÃO
O investigador e médico veterinário Edelvan Soares, da DEMA, explica que uma denúncia levou a equipe policial até o endereço. "Encontramos aves como bicudos e sabiás, e aves exóticas também", detalha o policial. Havia no local gaiolas grandes onde estavam várias aves. A casa onde foi realizada a apreensão fica na rua Jutaí, perto de uma feira, onde já houve outras operações com apreensão de aves em situação de comércio ilegal, daí as suspeitas de que os animais seriam comercializados na área. Após assinar o TCO, o dono do imóvel foi liberado, mas vai responder ao processo na Justiça. As aves permanecem apreendidas à disposição da Justiça.

POLÍCIA CIVIL PRENDE AUTOR DE CRIME PASSIONAL EM MARABÁ

A Polícia Civil prendeu, na tarde de terça-feira, 22, o mecânico Igor Rafael Almeida Caldas, que confessou ter assassinado, por motivo passional, a ex-companheira Valéria dos Santos Sousa, 25 anos, em Marabá, sudeste paraense. O corpo dela foi encontrado em um matagal, às proximidades da Vila Landir, em São João do Araguaia, na segunda-feira passada. A prisão foi realizada pela equipe de policiais civis da Superintendência de Polícia Civil do Sudeste Paraense comandada pelos delegados Tony Vargas; Raissa Beleboni, titular da Delegacia de Homicídios de Marabá, e Ana Paula Matos Trigo, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). 

PRESO 
O crime foi premeditado pelo acusado, que marcou um encontro com a vítima, por meio de mensagem via aplicativo WhatsApp, no sábado passado. As informações colhidas nas investigações são de que o acusado devia dinheiro da pensão dos dois filhos e o encontro teria como objetivo tratar do assunto. Porém, no local do encontro, os dois teriam tido uma discussão que resultou em uma luta corporal. Durante a briga, ele pegou uma faca, segundo versão do acusado, estaria com a vítima e a matou com, pelo menos, três facadas nas costas e tórax. 

VÍTIMA
Em depoimento, o preso alegou que agiu em legítima defesa. Após matar a vítima, ele ainda esfaqueou outras vezes o corpo e depois se livrou da faca. Em seguida, lavou o carro que usava e foi embora para casa, deixando o corpo escondido na mata. O veículo pertence a um cliente da oficina na qual o preso trabalha e foi usado pelo acusado sem conhecimento do dono. Ele chegou a se apresentar à Polícia Civil na segunda-feira para prestar depoimento em que apresentou uma versão diferente. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Luciano Mendes Scaliza, da Comarca de São João do Araguaia. O veículo usado no crime foi encontrado e passou por perícia. O inquérito foi encaminhado à Justiça. O preso permanece recolhido em Marabá.

APREENDIDO MAIS DE UM QUILO DE MACONHA DURANTE OPERAÇÃO EM PORTEL

As Polícias Civil e Militar apreenderam, ontem (21), durante operação conjunta na cidade de Portel, na ilha do Marajó, em torno de um quilo de maconha prensada. A apreensão foi realizada após recebimento de denúncias anônimas de que dois suspeitos traficavam drogas em uma casa na comunidade conhecida como ABC da Favela. 

Droga apreendida

Assim, os policiais foram ao endereço e ali, durante a abordagem, os suspeitos conseguiram fugir, mas a droga foi apreendida. Segundo o delegado Paulo Junqueira, a casa pertence a Edson Ferreira Trindade, conhecido na área como Guidy. O outro suspeito é conhecido como Xaveta. 

Após a apreensão da maconha no local, os policiais conduziram familiares de Edson para a Delegacia para prestar depoimento. Depois, eles foram liberados. O delegado instaurou inquérito policial e procedeu o auto de apreensão da droga.

OPERAÇÃO RESULTA NA DESTRUIÇÃO DE DEZ PLANTAÇÕES DE MACONHA NO NORDESTE PARAENSE

Uma operação policial realizada no nordeste paraense resultou na destruição de dez plantações de maconha e na apreensão de 1,5 mil pés da erva, além de 500 mudas, 5 quilos de sementes e parte da droga já beneficiada. Denominada de Tapera, a ação policial foi iniciada na última segunda-feira, 21, e prossegue ao longo desta semana. Os primeiros resultados divulgados nesta quarta-feira, 23, são dos dois primeiros dias da operação que conta, no total, com 30 policiais, da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e das Superintendências da Polícia Civil nas Regiões Integradas de Segurança Pública Guamá (3ª RISP) e Caeté (6ª RISP); 12 policiais militares do Comando de Operações Especiais (CME); três peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e duas equipes com oito agentes do Grupamento Aéreo da Segurança Pública do Pará (Graesp) no apoio com helicópteros para sobrevoo e localização dos roçados na região.

INCINERAÇÃO DE DROGAS
Segundo o delegado Hennison Jacob, diretor da Denarc, as áreas identificadas com roçados de maconha, durante os levantamentos, estão localizadas na região entre os rios Piriá e Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão. Ele explica que essa foi apenas uma das etapas da operação. "A ação policial vai prosseguir por outros municípios do Pará objetivando a localização e erradicação de plantações de maconha, bem como, a identificação e prisão dos responsáveis por esses plantios ilegais", explica.

Operação Tapera

Até o momento, não foram realizadas as prisões, pois, no memento da chegada dos policiais na região, os responsáveis pelo cultivo fugiram, abandonando as roças, inclusive materiais de trabalho, como baldes, galões para transporte de combustível, um motor do tipo motobomba, uma prensa, entre outros objetos, dentro de barracas de lonas plásticas montadas nas plantações. Dentro de uma das áreas de cultivo, localizada no meio da mata, os policiais encontraram fábricas clandestinas de armas artesanais, mais conhecidas como "bofetes", que são usadas em armadilhas instaladas na mata, para atingir possíveis invasores.

Plantação de maconha no meio da mata
ÁREA DE CULTIVO
No local, havia cartuchos de arma de fogo que seriam instalados nas armas artesanais. Os pés da erva encontrados nas plantações foram retirados e em seguida queimados junto com objetos usados no cultivo da droga. Para localizar as áreas de cultivo da droga, no meio da mata, os policiais contam com apoio de helicópteros no sobrevoo, fundamentais na operação, devido à grande extensão dos terrenos. Toda operação conta com apoio da Secretaria de Segurança Pública, da Delegacia-Geral da Polícia Civil, Comando-Geral da Polícia Militar e Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. 

PRESO AUTOR DE FEMINICÍDIO POR MOTIVO PASSIONAL EM PACAJÁ

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quarta-feira, 23, Gutemberg Goudinho Torres, 25 anos, reconhecido por testemunhas como autor do assassinato de Erika Cantanhede Moraes, 26 anos, em Pacajá, sudeste paraense. Ele foi apontado como autor de seis tiros de arma de fogo que tiraram a vida da vítima, que era natural da cidade de Parauapebas. Conhecida como "Erika Suany", a jovem foi assassinada por volta de 22 horas desta terça-feira, 22, em uma casa noturna, no bairro Tozetti, em Pacajá, onde trabalhava há cerca de um mês. O crime foi passional. O preso é ex-namorado da vítima e não aceitava o fim do relacionamento.  

PRESO
O delegado Arthur Nobre, responsável pela investigação do crime, explica que o caso começou a ser investigado por volta de 22 horas de terça-feira, 22, quando a vítima foi morta com seis tiros. Em depoimento na Delegacia de Pacajá, a dona da casa noturna relatou que Erika estava atendendo clientes no local, quando um homem entrou no estabelecimento e logo em seguida ouviu os tiros. Ela conta que, logo em seguida, ainda teve tempo de ver o autor do crime correr junto com um comparsa e ambos fugiram em uma moto.

Logo após o crime, a equipe policial formada pelos policiais civis Alessandro Cardoso, Sérgio Caldeira e Claudio Heleno, levantou informações sobre as características físicas do autor do crime e saiu em buscas pela cidade para tentar localizar o suspeito. Com base nas informações, os policiais conseguiram identificar o acusado. 

O delegado explica que as investigações apontaram que a vítima havia terminado o relacionamento com o acusado que, por sua vez, não aceitava o fim do namoro. Dessa forma, ressalta o policial civil, ele planejou a morte de Erika. Gutemberg foi localizado, na manhã desta quarta-feira, 23, quando seguia de casa para seu local de trabalho em uma empresa de produtos agropecuários, no centro de Pacajá.

Ao ser preso, o acusado vestia o mesmo par de botas usadas no momento do crime. A peça do vestuário foi reconhecida por uma pessoa que presenciou o crime. "Uma das testemunhas reconheceu o acusado inclusive pela cor dos olhos", destaca o policial. Segundo essa pessoa, o autor do crime chegou ao local e sacou a arma, dizendo para a vítima: "Agora tu vai morrer" (sic). E depois de chamá-la por uma palavra de baixo calão, efetuou os disparos fatais, diante de diversas pessoas. 

VÍTIMA
A arma usada no crime não foi encontrada, mas as investigações continuam com objetivo de localizá-la. O comparsa de Gutemberg no crime e que seria a pessoa que pilotou a moto usada na fuga também não foi encontrado nem identificado até o momento. O preso foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio - homicídio doloso de mulher por sua condição feminina - e vai ficar recolhido à disposição da Justiça em Pacajá. O corpo da vítima foi removido ao Centro de Perícias Científicas de Tucuruí para ser periciado e depois liberado aos familiares para sepultamento.