segunda-feira, 7 de novembro de 2016

POLÍCIA CIVIL PROMOVE AÇÃO ANIMAL PARA CUIDAR DE CÃES E GATOS EM BELÉM

A Polícia Civil promoveu uma manhã diferente para donos de cães e gatos que estiveram, neste sábado, 5, na sede da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA), na Marambaia em Belém, onde foi realizada a Ação Animal 2016. O evento, que é realizado anualmente, prestou atendimentos veterinários, pesagem e vacinação anti-rábica gratuitos para cerca de 200 animais de estimação. Além de cuidar da saúde dos bichos, os donos receberam gratuitamente ração e medicamentos, além de assistir a uma demonstração com cães treinados do Canil da Polícia Militar. A programação contou ainda com exposição de animais silvestres e espécies taxidermizadas, além de espaço de atividades lúdicas para crianças e feira de adoção de cães. 


A atividade foi resultado de uma parceria entre o projeto Sala Verde da Polícia Civil, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Centro de Controle de Zoonoses de Belém, Exército Brasileiro, Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Batalhão de Polícia Ambiental da PM do Pará (BPA) e dos laboratórios Farmina e Agener União, e empresa Ecovet, que forneceram rações e medicamentos. 

Cão recebe atendimento veterinário
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O médico veterinário e investigador da DEMA, Edelvan Soares, que coordena o projeto Sala Verde , responsável em desenvolver ações de Educação Ambiental, explica que o evento visa reunir parcerias para atuar em prol da conscientização para a posse responsável dos animais domésticos, além de promover ações para o bem-estar de cães e gatos. A primeira edição da Ação Animal ocorreu em 2013 e a segunda foi realizada ano passado. No mês passado, a Sala Verde fez o cadastro de 200 animais de estimação para atendimento veterinário após divulgação na imprensa. 

Vacinação

Segundo a professora da UFRA, Nazaré Fonseca, ao todo, seis acadêmicos do último ano de Medicina Veterinária e 12 veterinários da Universidade atuaram no evento com serviços de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Anestesiologia e Reprodução. "Todos atuaram de forma voluntária durante a programação na DEMA", destaca. 

Animais para adoção

Muitas pessoas aproveitaram o dia para cuidar dos seus bichos de estimação. Foi o caso do engenheiro Jair Sobrinho que trouxe a cachorrinha Polly, de seis anos de idade, para passar por exames e tomar vacina. Para ele, o cuidado com os animais de estimação representa uma forma de demonstrar amor por eles. "E eles devolvem esse amor em dobro", salienta. Já a dona de casa Ileni Valente veio do município de Ananindeua, na Grande Belém, para cuidar do George, um poodle de dois anos de vida, que mais do que um bicho de estimação é parte da família dela. "Ele vai junto com a gente para todos os lugares. Dorme no mesmo quarto que a gente. Então, só podemos dar muito carinho para ele", afirma, ao destacar que não pensou duas vezes em levá-lo ao Ação Animal após tomar conhecimento do evento pela Internet. 

Animais para adoção

A mesma iniciativa tiveram as estudantes Carla Correa e Gleiciane Vera. A primeira levou o Fred, um cão híbrido do cruzamento das raças Shih Tzu e Maltês, de dois anos de idade. Ela conta que sempre toma os devidos cuidados com seu bicho de estimação, mas que sempre aproveita oportunidades como essa para tratar da saúde do animal. "Achei ótima a ação e espero que aconteçam outras assim", festeja. Por sua vez, Gleiciane veio do bairro do Entroncamento com o Flocos, um poodle 4, de quatro anos. Ela conta que o bichinho levou um tiro, há dois anos, quando caminhava pela rua. A bala atravessou uma das pernas. Desde então, ela redobra os cuidados com o cachorro. "Sempre muito bom dar carinho e atenção para ele", comemora. 

Demonstração feita por policiais do Canil da PM

Gleiciane Vera e seu poodle

O evento contou com a apresentação de cães treinados da Companhia Independente de Policiamento com Cães (Canil), da Polícia Militar do Pará. Conforme explica o sargento Raimundo Natalino, na demonstração, foram apresentados alguns dos treinamentos pelos quais passam os cães treinados no Canil, como farejamento para localização de drogas e explosivos, e adestramento. Ao todo, o Canil da PM conta com mais de 20 cães de guarda e oito farejadores de raças como Labrador, que atuam desde patrulhamento até em ações de reintegração de posse e em controle de distúrbios nas ruas. Além do treinamento, todos os cães recebem os devidos cuidados de saúde durante toda a vida.

POLÍCIAS CIVIL E MILITAR PRENDEM TRÊS ENVOLVIDOS NO ASSALTO A BANCO EM MOCAJUBA

As Polícias Civil e Militar transferiram, nesta segunda-feira, 7, para Belém três homens presos, na noite de ontem, na zona rural de Tailândia, sudeste paraense, acusados de envolvimento no assalto ao Banco do Brasil, em Mocajuba, no último dia 1º. Com eles, foram trazidos para a capital paraense 12 armas de fogo, dez delas de grosso calibre; dezenas de munições; cerca de R$ 40 mil em dinheiro roubado do banco; coletes balísticos; luvas e fardamento usados no crime. As informações sobre a operação policial que resultou nas prisões foram prestadas durante entrevista coletiva, na Delegacia-Geral. Durante a ação policial, houve reação de dois suspeitos que atiraram nos policiais na chegada a uma fazenda. Na troca de tiros, os suspeitos morreram.

Apreensões

Os presos e apreensões foram transferidos para Belém em um avião do Grupamento Aéreo de Segurança Pública, pela manhã, com chegada no Hangar do Governo do Estado, no Aeroporto de Val-de-Cães. Os presos foram identificados como Julio dos Anjos Santos, João Vieira Sobrinho e Alan da Silva Pinheiro. Os mortos são Gendron Carlos Pinto Ferreira Junior e Henoc Alves Fernandes, identificado como líder do grupo. Durante a tarde, foi preso em Tailândia Enoque da Silva Santos, dono do terreno que era usado pelos assaltantes como esconderijo. Das armas apreendidas, dez são armas como fuzis, submetralhadoras e escopetas, e duas pistolas. Ao todo, dez homens participaram diretamente do assalto fora o pessoal de apoio. As investigações continuam.

Armas apreendidas

O delegado Silvio Maués, diretor de Polícia Especializada da Polícia Civil, explica que as prisões e apreensões resultaram da rápida reação do Sistema de Segurança Pública do Pará à ação criminosa. "Temos um planejamento construído para tentar evitar ocorrências de roubos a bancos, mas quando não é possível evitar, contamos com pessoal e recursos de deslocamento via aéreo para darmos uma pronta resposta. Isso nos tem possibilitado êxito nas ações policiais com respostas em curto prazo", detalha o policial civil. Ele salienta que, assim que chegou ao conhecimento a ocorrência do assalto ao banco, foram deslocados policiais civis e militares de Belém, para reforçar os efetivos de policiais da região, nas buscas aos assaltantes. De início, após a fuga dos criminosos da sede do município em direção à área rural, os policiais passaram a diligenciar pelas estradas vicinais em busca de informações sobre o paradeiro dos assaltantes. Foi assim que parte do grupo foi localizado.


Conforme o coronel Sergio Alonso, diretor do Departamento Geral Operacional da PM do Pará, foram acionados policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) que embarcaram na aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Estado (Graesp) com destino ao local da ocorrência. O tenente-coronel Rosinaldo Conceição, titular do Comando de Policiamento Regional do Baixo-Tocantins, que responde pelo policiamento na região de Mocajuba, explica que, de imediato, os policiais militares do município agiram no plano de contingência, evitando confrontos com os assaltantes para preservar a vida dos reféns. Depois que os reféns foram liberados, os policiais militares passaram a monitorar o deslocamento do grupo criminoso em conjunto com a Polícia Civil local. No deslocamento dos policiais para Mocajuba, explica Conceição, foram traçadas estratégias de ação. De início, os policiais passaram a seguir os vestígios deixados pelos assaltantes na fuga. A todo momento, explica o tenente coronel, foram trocadas informações com a Polícia Civil para as investigações.


Durante as incursões, detalha o delegado André Costa, diretor da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil, os policiais conseguiram descobrir o local que servia de base para os assaltantes. Era uma fazenda na comunidade de Vila Macarrão, a 25 quilômetros da sede do município. Suspeitos de envolvimento no assalto foram vistos, na noite de ontem, no momento em que saíam do local para pegar um carro que seria usado para conduzir outros assaltantes que estavam escondidos na região. Foi então que a equipe policial comandada pelo delegado Tiago Belieny, da DRCO, e capitão Eder Santos, da COE, foram até a fazenda para fazer a abordagem na casa dentro do terreno. No momento da entrada no local, os policiais foram recebidos a tiros. Após a troca de tiros, os dois suspeitos que estavam no local morreram. Outros três comparsas foram presos no local. Mais adiante, cerca de 200 metros dentro da fazenda, os policiais encontraram mais armas escondidas debaixo de madeiras.

Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, da DRCO, delegado Evandro Araújo, de janeiro até agora, quatro ocorrências de roubos a bancos, na modalidade conhecida como "novo cangaço", aquela em que os bandidos chegam atirando no banco e fazem reféns, foram registradas no Pará. Todos os casos foram esclarecidos, com prisões de dois grupos de assaltantes e apreensões de diversas armas. "Cada arma que é retirada das mãos de criminosos é menos um crime registrado nas ruas", destaca.