sábado, 1 de outubro de 2016

POLÍCIA CIVIL AJUDA IDOSO A REENCONTRAR FAMILIARES APÓS 30 ANOS DESAPARECIDO EM BELÉM

Neste sábado, 1º de outubro, quando se celebra o Dia do Idoso, vamos registrar um momento de muita felicidade para a Polícia Civil. A equipe da Delegacia de Proteção ao Idoso (DPID), da Polícia Civil do Pará, localizou familiares de um idoso que estava havia 30 anos sem dar qualquer notícia. Aos 68 anos, seu João de Castro Moura, reencontrou os parentes que moram em Belém, após viver fora do Pará por mais de três décadas. Com problemas de memória, que lhe causam constantes esquecimentos, seu João conta que viajou do Pará até Oiapoque, no Amapá, para trabalhar em áreas de garimpo. Ali, naquela região do extremo-norte do Brasil, na fronteira com outros países da América Latina, explica o idoso, chegou a conhecer a cidade de Caiena, capital da Guiana Francesa.

Servidores da Delegacia do Idoso ao lado de João Moura
IDOSO FOI LOCALIZADO
Após proporcionar o reencontro de seu João com a família, a equipe da DPID sob coordenação da delegada Regina Tavares, titular da DPID, e da assistente social Simone Aguiar, esteve esta semana na casa de dona Marinete, onde seu João passou a morar. Eles relataram parte da jornada pela qual o idoso passou nos últimos 30 anos distante da família até o reencontro com a família, em Belém. O único momento que seu João não se lembra foi como retornou para Belém, o que, para os familiares, é um mistério. Cearense de nascimento, assim como toda sua família, seu João deixou o Ceará e passou a morar em Belém há cerca de 50 anos. Após cerca de 20 anos vivendo na capital paraense, ele resolveu viajar para o Amapá, na região de fronteira com a Guiana Francesa, para trabalhar em garimpos. 

Assim, o idoso passou três décadas na região e, desde então, ficou sem dar notícias à família, que já estava sem esperanças de reencontrá-lo. Mas, no mês passado, seu João conseguiu retornar para Belém de forma misteriosa, pois nem ele mesmo sabe de que forma chegou à capital paraense. Perdido e desorientado após retornar a Belém, o idoso foi ajudado por uma série de pessoas até ser levado à sede do IPAMB (Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém), órgão da Prefeitura, localizado no bairro do Marco, na capital paraense. Neste local, novamente, seu João foi ajudado por pessoas de bem. Uma funcionária chegou a acolhê-lo na casa de familiares, onde o idoso permaneceu até ser levado à Delegacia de Proteção ao Idoso (DPID). 

Foi então que a equipe da Delegacia tomou conhecimento de que o idoso estava havia 30 anos longe da família e que não lembrava onde os parentes moravam em Belém. Assim, após fazer levantamentos, a DPID conseguiu localizar dois endereços de parentes de seu João, em Belém. Mediante contato prévio com os familiares, a equipe policial levou o idoso para reencontrá-los. Um dos reencontros mais emocionantes foi com a irmã, Marinete de Castro Gonçalves, 56 anos, moradora no bairro de Canudos. Ao lado do marido, o feirante Raimundo Gonçalves, 63, a dona-de-casa relatou os anos todos de angústia que passou por não ter qualquer informação sobre o paradeiro do irmão. "Foi muito desesperador passar todo esse tempo sem notícias dele, mas graças a Deus, ele está de volta", comemorou.

JUSTIÇA MANTÉM PROIBIÇÃO DE VENDA E DISTRIBUIÇÃO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NO PARÁ NESTE DOMINGO

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Constantino Guerreiro, deferiu o pedido feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e suspendeu a liminar que liberava a venda de bebida alcoólica durante as eleições, entre meia noite e 18 horas deste domingo. Assim, fica mantida a proibição de venda e fornecimento gratuito de bebida alcoólica, bem como a realização de festas, entre outros. A decisão foi publicada já neste sábado, 1 de outubro.


A proibição de venda e fornecimento de bebida alcoólica é uma medida para evitar transtornos e busca que a realização do processo eleitoral seja feita com maior tranquilidade possível. A medida foi adotada, além do Pará, nos Estados do Acre, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins. Com a decisão, a justiça derrubou liminar que havia sido concedida pelo juiz da 2a Vara da Fazenda da Capital, João Batista Lopes, que então atendia pedido formulado pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Similares do Pará. 

O procurador Geral do Estado, Ophir Cavalcante Junior, elogiou a decisão do TJE de suspender a liminar e manter a proibição. “A justiça mais uma vez foi ágil e entendeu que a proibição tem o único objetivo de ser mais uma medida tomada para buscar a tranquilidade nessas eleições, além de todas as demais medidas de segurança que o Estado vem adotando para que o pleito seja tranquilo em todos os Municípios”, disse.

POLÍCIA CIVIL COMBATE EXTRAÇÃO ILEGAL DE OURO EM ÁREAS DE GARIMPO NO SUDESTE PARAENSE

A Polícia Civil divulgou, neste sábado, 1º, os resultados da operação "Garimpo" deflagrada por policiais civis da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA), policiais militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e agentes da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas) para combater a extração ilegal de ouro em áreas de garimpo, nas regiões de Ourilândia do Norte e Tucumã, sudeste paraense. Ao todo, 13 pessoas foram detidas para responder ao crime de extração de recursos minerais sem autorização com o órgão oficial. 

COMBATE CRIMES AMBIENTAIS
Sob coordenação do delegado Vicente Costa, da DEMA, a operação foi realizada de 12 a 27 deste mês. A ação policial resultou na localização de diversas áreas de prática de garimpo (extração de ouro) em situação irregular. O delegado explica que os acusados estavam extraindo ouro nas regiões sem licença concedida pelo órgão ambiental. 

A equipe formada ainda pelo investigador Marcelo Tobias, escrivão Aroldo Silva e motorista de Polícia Civil Antonio Bonfim, em parceria com o BPA, conduziu os suspeitos para as unidades policiais locais para lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). Por ser crime de menor potencial ofensivo, não cabe prisão em flagrante. Assim, todos foram liberados para responder ao processo na Justiça. 

Os detidos irão responder, com base no artigo 55, da Lei de Crimes Ambientais, por executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida. A pena prevista é de detenção de seis meses a um ano, e multa.