quinta-feira, 22 de setembro de 2016

OPERAÇÃO CASTANHEIRA PRENDE TRÊS ENVOLVIDOS EM EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA EM PACAJÁ

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, 22, a operação "Castanheira", para combater a extração ilegal de madeira e outros crimes ambientais, na região de Pacajá, no sudeste do Pará. Três pessoas foram presas em flagrante com armas, motosserras e um trator-rampa usado para derrubar árvores na mata. Ainda, durante a operação, uma serraria clandestina foi fechada. A ação policial foi deslanchada por volta de 5 horas da manhã. 

ARMAS E MOTOSSERRAS
 O delegado Arthur Nobre, responsável pela operação, explica que a ação policial foi realizada na estrada vicinal conhecida como "Três Barracos", localizada no km 238, da rodovia BR-230 (Transamazônica), em Pacajá. 




Estiveram em atuação no local policiais civis das Delegacias de Pacajá e Novo Repartimento. Durante a incursão, os policiais apreenderam na área três espingardas de calibre 32 em posse dos acusados. Eles foram encontrados em uma serraria clandestina dentro da mata, caracterizando extração e beneficiamento no local de madeira retirada da natureza. 


A equipe policial foi formada pelos investigadores Rogério Pegado, Alessandro Cardoso, Claudio Dias, Sergio Caldeira e Sidney Almeida, sob coordenação do delegado. Arthur Nobre ressalta que existem outras áreas exploradas ilegalmente e, para combater essa prática criminosa, outras operações serão realizadas na região. 

POLÍCIA CIVIL PRENDE SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO EM FRAUDES AMBIENTAIS EM BELÉM

A Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a operação R.I.P., destinada ao cumprimento de nove mandados judiciais expedidos pelo Juízo da 1ª. Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares da Comarca de Belém, sendo quatro de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão em domicílios pertencentes a membros de associação criminosa que praticavam fraudes ambientais no estado do Pará. A operação foi realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). 

PRESO NA OPERAÇÃO
A investigações tiveram início no começo de agosto, quando, a partir de informações repassadas pela Inteligência da Semas, foram detectadas e comunicadas à polícia judiciária irregularidades em processos referentes a Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) que tramitavam no órgão ambiental. O plano de manejo é um documento que autoriza a exploração de área para o desenvolvimento da atividade madeireira, a qual deve ser praticada dentro de parâmetros sustentáveis, visando a preservação do meio ambiente. 

Durante a operação policial foi descoberto que a suposta proprietária da área, localizada no município de Portel, onde o manejo seria realizado, teria firmado contrato com os investigados da operação em abril de 2014, porém a mesma faleceu em julho de 2013, em São Paulo – ou seja, cerca de nove meses antes da data da celebração do contrato fraudulento. 

A partir de então, constatou-se que o grupo criminoso protocolou, em diversos órgãos públicos, vários documentos falsificados. A área onde os projetos estavam previstos reunia 77257,03m³ de madeira e teria um custo de total de mais de seis milhões de reais, sendo que o lucro líquido dos projetos renderia mais de dois milhões de reais aos acusados. A operação evitou o desmatamento ilegal de quase três mil hectares de terra no estado.