segunda-feira, 11 de julho de 2016

OPERAÇÃO DA DELEGACIA DE CONFLITOS AGRÁRIOS DE MARABÁ APREENDE ARMAS ILEGAIS EM ÁREA DE OCUPAÇÃO

A Polícia Civil cumpriu, no último final de semana, mandados de busca e apreensão, na área do Projeto de Assentamento da fazenda Itacaiúnas, de propriedade do Grupo Agropecuário Santa Bárbara Xinguara S/A, em Marabá, sudeste paraense. A busca foi realizada em cinco imóveis instalados dentro da área de ocupação. Durante o procedimento policial, foi apreendida uma pistola tipo beretta modelo 950-B, calibre 6.35mm e duas espingardas calibre 20. Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal das armas de fogo e depois liberadas mediante pagamento de fiança. A operação foi coordenada pelo delegado Alexandre Nascimento, titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca). 


Segundo o policial civil, a ação policial foi decorrente de denúncias de furto e abate ilegal de gado feitas por representantes de duas fazendas (Montanha e Barão Vermelho), localizadas no entorno da fazenda Itacaiúnas. De acordo com os denunciantes, pessoas ligadas à ocupação existente na Itacaiúnas estariam invadindo as outras duas propriedades rurais para saquear bois, matar a tiros os animais e abater a carne, deixando apenas os restos mortais do gado nas fazendas. Diante da denúncia, a equipe policial da Deca se deslocou, no último sábado, até a fazenda Itacaiúnas, na zona rural de Marabá, de posse de mandados de busca e apreensão, para tentar localizar armas de fogo e possíveis indícios da prática criminosa nas casas, onde residem cinco suspeitos de envolvimento nos crimes. 

Durante as diligências, explica o delegado, os imóveis foram abordados pelos policiais, para uma busca. Em dois deles, onde moram a líder da ocupação, Maria Elza Gomes da Silva, e Adão Trajano de Brito, também integrante da ocupação, os policiais civis apreenderam as três armas de fogo. Na casa de Adão de Brito, foram apreendidas as duas espingardas. Além das armas, foram encontrados, dentro de um refrigerador na casa de Adão, cerca de 30 quilos de carne bovina que apresentavam cortes típicos de abate ilegal de gado. Uma amostra da carne foi apreendida para passar por exames periciais para se constatar o abate e o corte ilegais. O delegado instaurou inquérito policial para apurar o furto e morte do gado. A fazenda Itacaiúvas foi invadida há mais de dez anos, porém só em 2013 os ocupantes se instalaram com casas na área. Atualmente, o terreno da fazenda está em trâmite de desapropriação para reforma agrária.

OPERAÇÃO RESULTOU EM CINCO PRESOS POR DIRIGIR SOB EFEITO DE BEBIDA ALCOÓLICA EM JACUNDÁ

As Polícias Civil e Militar, em conjunto com o Departamento Municipal de Trânsito Urbano (DMTU) e Secretaria Municipal de Meio-Ambiente, divulgaram, nesta segunda-feira, 11, os resultados de uma operação denominada "Tolerância Zero", para prevenção e combate a crimes praticados nas estradas de acesso à cidade de Jacundá, sudeste do Estado, no último final de semana. Ao todo, foram realizados cinco flagrantes por embriaguez ao volante e um Termo Circunstanciado por entrega de veículo a pessoa não habilitada. 

AGENTES ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO
Diversos adolescentes foram retirados de festas no município. Os agentes fizeram abordagens nas vias públicas, em condutores de veículos, com revistas e verificação de documentos. Coordenador da operação, o delegado Arthur Nobre explica que a meta principal foi o combate a crimes, entre os quais a embriagues na direção de veículos automotores, tráfico de drogas e crimes contra crianças e adolescentes. Durante o trabalho desenvolvido desde sábado, diversas abordagens foram realizadas e orientações foram prestadas aos condutores.

POLÍCIA CIVIL INVESTIGA ASSALTO EM EMBARCAÇÃO QUE RESULTOU EM MORTE NA CIDADE DE CAMETÁ

A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o assalto a embarcação "Jubileu", em Cametá, nordeste paraense, na noite de domingo, 10, quando, durante o crime, um tripulante foi morto com um tiro pelos criminosos. Ao todo, cerca de dez homens teriam participado do crime. Diversos passageiros e os tripulantes da embarcação, que faz a linha Cametá-Belém, foram ouvidos em depoimento, ainda na noite de domingo, na Unidade Integrada de Cametá, pelo delegado Gilandeson Caldas. Durante o dia, diversas incursões foram realizadas na zona rural do município. 

UNIDADE INTEGRADA PRO PAZ DE CAMETÁ, ONDE CRIME SERÁ INVESTIGADO
O trabalho conta com apoio da Companhia de Policiamento Fluvial, da PM, integrante do Grupamento Fluvial do Estado, deslocada até a cidade para dar apoio às diligências policiais. Conforme o policial civil, a vítima foi identificada informalmente como Antonio Jesus Camargo, já que o tripulante não possuía qualquer documento de identidade e morava na própria embarcação. O crime se registrou logo após o barco deixar o porto de Cametá. Os criminosos se aproximaram da embarcação, usando duas lanchas. 

O assalto ocorreu perto da comunidade de Curuçambaba, pertencente à Cametá. Durante o crime, um dos bandidos atirou na perna do tripulante. Segundo o delegado, ainda não está esclarecido o motivo de os criminosos terem atirado na vítima. As suspeitas são de que o tripulante tenha se assustado no momento da invasão do barco, fazendo que com os bandidos atirassem na vítima.

Os demais funcionários da embarcação, assim como os passageiros foram saqueados em pertences de valor, como telefones celulares, bagagens e quantias em dinheiro. Após o assalto, a embarcação retornou ao porto de Cametá, para registro da ocorrência policial e para prestar socorro ao ferido, que morreu no local. O corpo foi removido para passar por exame pericial em Abaetetuba. O inquérito policial tem prazo legal de até 30 dias para ser concluído.

POLÍCIA CIVIL TRANSFERE PARA PRESÍDIO MULHER QUE MATOU ENTEADA POR MOTIVO PASSIONAL EM TOMÉ-AÇU

A Polícia Civil transferiu, nesta segunda-feira, 11, para o presídio do Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua, na grande Belém, a presa Gesielem Lopes Mamede, 40 anos, que foi presa e autuada em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em Tomé-Açu, nordeste paraense. Ao delegado Alexandre Lopes, responsável pelo inquérito, ela confessou em depoimento, neste domingo, 10, ter assassinado a enteada de 6 anos de idade, primeiro por enforcamento, com uso de uma corda, e depois com golpes de facão no pescoço. Em seguida, colocou o corpo em uma saca de serrapilheira, usada em transporte de grãos, e jogou no rio Acará-Mirim. O crime teve motivações passionais, segundo versão da acusada. 

Após ser presa, no domingo, a acusada foi levada para outra cidade por medida de segurança, para lavratura do flagrante, e apresentada à Comarca de Tomé-Açu, nesta segunda-feira, para audiência de custódia, na qual a prisão em flagrante foi homologada e a prisão da presa foi decretada. Segundo o delegado, a investigação teve início na sexta-feira passada, 8, quando a Unidade Integrada de Polícia, em Tomé-Açu, foi comunicada sobre o desaparecimento da menina, às margens do rio Acará-Mirim, no bairro do Tabom, periferia da cidade. A equipe da Polícia Civil passou a investigar os fatos, por meio de reconhecimento no local do crime e coleta de depoimentos de pessoas. 

PRESA
Os relatos preliminares eram de que a menina poderia ter caído no rio enquanto brincava em uma canoa. Assim, o delegado solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros para fazer buscas no rio e nas matas da região. Com o andamento das investigações, aumentaram as suspeitas de que o desaparecimento da criança poderia ser resultado de crime e a madrasta da menina passou a ser suspeita. "Os investigadores notaram que ela possuía um corte em uma das mãos e, como justificava, passou a relatar circunstâncias diferentes como causas do ferimento", explica. Com as contradições apresentadas por Gesielem, destaca o delegado, as suspeitas de que ela tinha envolvimento no desaparecimento da menina aumentaram. 

Em parceria com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar, a Polícia Civil deu continuidade na apuração dos fatos. Dois dias após desaparecer, a menina foi encontrada sem vida pelos bombeiros com ajuda de populares da região ainda no rio. A vítima apresentava sinais de violência física. Com a localização do corpo, salienta o delegado, a madrasta foi presa pelos investigadores Saraiva e Célio, com apoio da PM local e de policiais militares do GTO (Grupamento Tático Operacional), em Tomé-Açu. Com um princípio de tumulto, os policiais retiraram a suspeita da cidade. As investigações contaram com o trabalho dos investigadores Saraiva, Célio, Luiz e Charles, e escrivão Charles, sob comando do delegado Alexandre Lopes. 

PASSIONAL Em depoimento ao delegado, a mulher alegou que usou uma corda para enforcar a vítima, na sexta-feira, enquanto estava sozinha com a criança em casa, situada em uma região ribeirinha, às margens do rio Acará-Mirim. Porém, segundo versão da presa, a menina apenas perdeu os sentidos. Em seguida, armou-se com um facão, tipo terçado, e desferiu golpes no pescoço da vítima. Após matá-la, a acusada afirma que colocou o corpo dentro da saca de sarrapilheira, carregou até a beira do rio e jogou na água, para que o corpo fosse levado pela correnteza. No depoimento, Gesielem salientou que matou a menina para se vingar do companheiro e pai da criança, José Lopes de Sousa, após ter um desentendimento com ele. 

Ela detalhou que convivia maritalmente com José havia quatro anos e não tiveram filhos nessa relação, mas que possui dois filhos de um relacionamento anterior, os quais também moravam na mesma casa com o casal. A acusada relatou que passou a conviver com a menina desde os dois anos de idade dela, quando morou em Benevides, na grande Belém, com José Sousa. O casal morava em Tomé-Açu havia quatro meses, onde o pai da menina tem parentes. A acusada confirma que sempre brigava com o companheiro e que este, algumas vezes, chegava a ameaçar a própria filha. A presa relatou que, por volta de 9h30 de sexta-feira, estava sozinha em casa com os dois filhos e a vítima. 

Movida por um sentimento que não soube explicar, ela afirma que mandou seus filhos irem para a casa de uma vizinha, e depois chamou a menina para lavar roupa nos fundos da casa, e em seguida, a levou até o banheiro, onde cometeu o crime. Foi nesse momento que a acusada feriu a própria mão com o facão. A mulher afirmou que colocou o corpo na saca de sarrapilheira usada pelo companheiro para ensacar caroços de acaí e depois jogou no rio. Ela afirmou ainda que é usuária de drogas, assim como o pai da criança, pois, no mesmo dia do crime, consumiu maconha junto com José.

OPERAÇÃO POLICIAL RESULTA EM APREENSÕES DE DROGAS E UMA ARMA EM ALENQUER

A Polícia Civil deve transferir, nos próximos dias, ao Presídio Agrícola Silvio Hall de Moura, na vila de Cucurunã, em Santarém, três homens presos, nos últimos dias 7 e 8, em Alenquer, oeste paraense, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Eles foram durante operação realizada pela equipe formada pelos investigadores Rodrigo Carioca, Marcelo Lameira e Moacyr Santos, sob coordenação do delegado Edjalmo Nogueira. Com eles, drogas e arma foram apreendidas. As prisões e apreensões foram realizadas em decorrência de investigações sobre pontos de venda de drogas no município. 


Em um dos locais, um bar no bairro Esperança, dois homens foram flagrados com quatro papelotes de pedras de oxi, R$ 40 em espécie, um revólver calibre 38, sete munições, um telefone celular, uma motocicleta e dois comprovantes de depósito bancário pela venda de drogas para um fornecedor em Manaus (AM). Foi, por volta das 23 horas de quinta, 7. Ao todo, foram depositados R$ 1.100. No momento da abordagem, os acusados tentaram fugir e um deles ainda ameaçou atirar em um dos policiais civis, mas foi contido. 

O outro preso foi flagrado por volta das 6 horas da manhã seguinte, em uma casa, também no bairro Esperança, onde foram apreendidos 34 papelotes de pedras de oxi, quatro celulares, R$ 150 em dinheiro e munições. Esse homem é suspeito de ser um dos fornecedores de drogas e já respondia processo criminal por porte ilegal de arma de fogo. Os presos permanecem recolhidos na Delegacia de Alenquer, no aguardo de transferência ao presídio em Santarém.