terça-feira, 31 de maio de 2016

POLÍCIA CIVIL VAI SEDIAR OFICINA PARA PREVENÇÃO E COMBATE À VIOLÊNCIA SEXUAL E BULLYING CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O bullying é um problema grave que vem chamando cada vez mais atenção de autoridades, pelos preocupantes avanços nas comunidades escolares do País. E esse mal, geralmente caracterizado pela prática individual ou grupal de qualquer tipo de intimidação, constrangimentos ou até violência de natureza física, psicológica ou de fundo sexual, vem crescendo de forma aguda na esfera digital. É na internet que essa prática vem ultimamente conseguindo ampliar seus efeitos, proliferando por redes sociais, comunidades e sites de relacionamentos - o que já é reconhecido como cyberbullying. Para conter esse avanço, o Pará deve ser um dos primeiros estados brasileiros a iniciar um programa com o objetivo de prevenir a prática do bullying e do cyberbullying nas escolas, com a ajuda preventiva de autoridades policiais. 

DELEGACIA GERAL, SEDE DO EVENTO
Na próxima quinta-feira, 2 de junho, mais de 80 professores, coordenadores e representantes de 27 estabelecimentos públicos e particulares de ensino da Grande Belém participarão de palestra sobre o tema, a ser realizada na sede da Delegacia Geral, em Belém. O encontro é o primeiro passo de um programa que formará agentes multiplicadores de prevenção à prática de bullying nas escolas de todo o Pará. Um movimento motivado pela promulgação, em novembro do ano passado, da Lei 13.185, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), voltado às comunidades escolares de todo o Brasil. “A lei que entrou em vigor exige que as escolas façam algum trabalho pedagógico com seus professores e alunos contra o bullying. No Pará, a Polícia Civil se adiantou para oferecer qualificação a esses profissionais da educação. A ideia é que professores possam trabalhar da forma mais efetiva na prevenção”, justifica a delegada Ariane Rodrigues, diretora da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), que integra o núcleo do Programa Pro Paz Integrado na Santa Casa de Misericórdia e é ligada também à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Pará. 

A Deaca integra o grupo de trabalho que organiza as palestras, envolvendo também os esforços da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRTC) da Polícia Civil e do Programa Pro Paz Integrado. Além das conversas, que devem se desdobrar ao longo de todo o ano de 2016, uma cartilha será elaborada. “Esse é só o primeiro momento. Depois voltamos a conversar com os professores para avaliar o que se pode melhorar. O objetivo é expandir essa orientação também ao interior do Estado”, pontua a delegada Vanessa Lee, titular da DPRTC. Além das palestras oferecidas às comunidades escolares, a cartilha a ser produzida para orientação contra o bullying e o cyberbullying nas escolas trará noções básicas sobre como é possível identificar essas práticas e também como combatê-las. O material também dará orientações importantes para se identificar alguns dos perigos da web, além de listar dicas para tornar a navegação e o convívio nas redes sociais mais seguros. O problema visto bem de perto “Queremos que esse material didático alcance o imaginário das crianças e dos adolescentes. A ideia é mostrar as consequências de algo que muitas vezes pode parecer uma brincadeira”, justifica a delegada Vanessa Lee. 

DELEGADAS VANESSA LEE E ARIANE RODRIGUES
A responsável pela Divisão de Prevenção aos Crimes Tecnológicos ressalta: o bullying há muito deixou de ser um pequeno problema, resumido a situações negativas dentro do ambiente escolar. “Com a ampliação do acesso à internet, ele ganhou contornos mais graves. Além de se estender para além dos locais onde acontece, se prolongando na internet, há ainda o fato de que, no ambiente da web, muitas vezes o problema do bullying acaba tendo consequências de difícil controle. Por isso é tão importante a prevenção, o reforço de uma educação digital”, ressalta Vanessa Lee. “Se não houver intervenção da sociedade, dos pais, da escola e também, agora, até da polícia, e não mais para apenas combater, mas para prevenir essas situações, esse é um problema que vira uma bola de neve”. 

Para a DPRTC, torna-se cada vez mais importante orientar e mostrar a essas crianças e adolescentes que essas são práticas imorais, antiéticas e até criminosas, que podem levar a transtornos irreversíveis para colegas. Um exemplo disso é uma história que recentemente exigiu a atenção da Divisão de Prevenção aos Crimes Tecnológicos da Polícia Civil. Uma estudante da Grande Belém viveu na pele o que pode ser o limite mais extremo da violência gerada por esse grande problema hoje vivido nas comunidades escolares de todo o país. Vítima de chantagens seguidas, impostas por um ex-parceiro - com o qual ela trocou conteúdos de foro mais íntimo -, essa adolescente um dia decidiu não aceitar mais as exigências feitas. Vieram as retaliações. O autor das ameaças publicou o conteúdo junto à comunidade da escola da garota. 

As consequências foram terríveis. “A jovem começou a sofrer bullying dos colegas. E após toda essa violência psicológica e moral, essa menina ainda acabou sendo vítima de uma violência física: um grupo de alunos resolveu agredi-la, porque ela era‘a nova vagabunda’ da escola”, lamenta a delegada. “Em geral, o que acontece é que esses jovens não têm orientações básicas sobre essa parte importante do uso da internet. O projeto é para combater isso: não apenas o bullying e o cyberbullying, mas também as violências sexuais. Hoje é muito comum meninas iniciarem namoros virtuais nas redes sociais. E a internet é hoje um meio muito atrativo para criminosos, abusadores e pedófilos se aproveitem de crianças e adolescentes”, avalia Vanessa Lee. 

A titular da DPRTC também aponta outro aspecto crescente do problema nas escolas: os próprios professores hoje estão virando alvos de bullying, o que exige atenção. “Já há muitos casos. Alunos criam comunidades contra determinados mestres”, aponta a delegada. Vale lembrar: o ato de bullying não é tipificado como um crime em si, embora sua prevenção já envolva o esforço da Polícia Civil no Pará. “Tudo depende da forma como ele é praticado, como ele ocorrerá. Muitas vezes os crimes acabam sendo tipificados de acordo com as ferramentas e os meios violentos usados”, esclarece.

PRESO PAI ACUSADO DE HOMICÍDIO CULPOSO DO FILHO POR OMISSÃO EM ALTAMIRA

A Polícia Civil prendeu em flagrante, no domingo (29), em Altamira, sudoeste paraense, por crime de homicídio culposo por omissão imprópria, Joseli Antonio Silva. Ele foi autuado pelo delegado Rubens Mattoso pela omissão com relação ao filho de 7 anos que morreu afogado em um lago, localizado em uma chácara, no KM 12, da rodovia Transamazônica, sentido de Altamira para Anapu. A Justiça de Altamira homologou a prisão em flagrante e concedeu liberdade provisória ao pai do menino por ser réu primário, ter bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito. Ele vai responder ao processo em liberdade. 

SECCIONAL DE ALTAMIRA
As investigações mostraram que o acusado levou o filho e outras duas filhas para a chácara, no domingo pela manhã, e ali deixou as crianças sob os cuidados de uma adolescente de 17 anos. Conforme o delegado, por volta de 15 horas, a vítima foi até o lago para brincar e minutos depois desapareceu. A criança foi encontrada boiando na água já sem vida. O corpo foi removido e o caso foi comunicado à Polícia Civil. Para o delegado, o pai foi o responsável pela morte do filho por omissão no cuidado com a criança. "Ele entregou os filhos a uma adolescente, sendo que no local havia adultos que não sabiam da vinda das crianças, e que não tiveram qualquer contato com os pais", detalha. Ainda, segundo o policial civil, Joseli Silva, ao entregar os filhos à adolescente não a informou que o menino não sabia nadar, mesmo sabendo que, no local, havia uma represa. "Ao deixar os filhos no local, ele não se preocupou com a segurança deles, e ao chegar à Delegacia, não esboçou qualquer sentimento de perda ou tristeza", observa Mattoso. 

De acordo com o delegado, Joseli é separado da mãe da vítima e é o único responsável pelos filhos. Joseli Silva foi enquadrado no artigo 121, parágrafo 3º (homicídio culposo) do Código Penal. Ele também foi enquadrado no artigo 13, parágrafo 2º, no qual prevê que o "resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido". A prisão contou com apoio do investigador Dates Junior e escrivão Antonio Carlos.

DIVULGADO RETRATO FALADO DE SUSPEITO DE SEQUESTRAR E MATAR MENINA EM PARAUAPEBAS

RETRATO FALADO: DENUNCIE
A Polícia Civil está à procura do suspeito de ser o autor do sequestro e morte de Thais Santos Feitosa, de 12 anos, em Parauapebas, sudeste paraense. A reprodução simulada de face, popularmente conhecida como retrato falado, do rosto do homem foi divulgada, nesta terça-feira, 31. 

A imagem montada pela equipe de papiloscopistas policiais de Parauapebas mostra um homem moreno e de cabelos encaracolados. 

O delegado Gabriel Henrique Costa, titular da Seccional de Parauapebas, explica que o retrato falado foi confeccionado com base no relato de testemunha ouvida nos autos do inquérito, o que possibilitou a reprodução do rosto do suspeito do crime. 

A vítima foi encontrada morta com mutilações pelo corpo, em 14 de fevereiro de 2012, às proximidades do loteamento Paraíso, perto do viaduto na entrada da cidade.

SERVIÇO Quem reconhecer o suspeito deve telefonar para (94) 3346-2250, o Disque Denúncia de Parauapebas. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

POLÍCIA CIVIL ESCLARECE HOMICÍDIO E PRENDE IRMÃOS AUTORES DO CRIME EM SANTA IZABEL DO PARÁ

A Polícia Civil esclareceu um homicídio registrado, na madrugada do último dia 28, no bairro São Raimundo, em Santa Izabel do Pará, nordeste do Estado. Policiais civis de plantão na Seccional Urbana do município prenderam em flagrante os irmãos Edeilson Gama da Silva e Ezequias Gama da Silva, acusados de serem os autores do crime. Um deles - Edeilson - confessou a autoria do assassinato sob alegação de que a vítima seria suspeita de ter lhe furtado um telefone celular. A vítima foi morta a golpes de faca.

JANELA ONDE VÍTIMA FOI AMARRADA
A delegada Rafaella Cabral, responsável pelas investigações, explica que, logo após a comunicação da ocorrência, policiais civis e militares foram até o local onde teria ocorrido o homicídio. Ali, detalha a policial civil, os policiais constataram a presença de um corpo masculino sem identificação caído no chão perto de uma casa. Na janela do imóvel, os policiais encontraram fios elétricos usados para amarrar a vítima antes da mesma ser morta. Durante os levantamentos preliminares, os policiais civis conseguiram os nomes e endereço dos suspeitos da autoria do crime. Na casa dos irmãos, porém, os acusados não foram encontrados. No entanto, na residência, os policiais encontraram documentos que demonstravam que os dois tinham familiares em outro município e assim poderiam ter fugido para esta região. Assim, os policiais civis saíram em busca aos suspeitos. Um deles, Ezequias, foi abordado e preso pelos policiais em uma parada de ônibus, no sentido Santa Izabel do Pará/Castanhal. O outro foi encontrado no trevo que dá acesso à cidade de Vigia de Nazaré, no momento em que entrava em uma van.

Os dois foram conduzidos para a Seccional de Santa Izabel, onde, em interrogatório, apenas Edeilson confessou o crime e tentou isentar o irmão de participação no homicídio. No entanto, testemunhas ouvidas em depoimento afirmaram que os dois cometeram o crime. "Os acusados primeiro amarraram a vítima com fio elétrico e depois a mataram a golpes de faca", apurou a delegada. A operação foi coordenada pela delegada Rafaella Cabral e contou com os investigadores Dione Bastos, Ronildo Ferreira e Jocsã Cavalcante, e escrivã Silvia Silva, com apoio de policiais militares.