quinta-feira, 28 de abril de 2016

POLÍCIA CIVIL PROMOVE WORKSHOP SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO PAPILOSCOPISTA PARA A RESOLUÇÃO DE CRIMES

A contribuição do papiloscopista na resolução de crimes foi o tema de um workshop realizado, na manhã desta quinta-feira, 28, na Delegacia-Geral, em Belém, com objetivo de difundir o trabalho desempenhado por esses profissionais da identificação humana na Polícia Civil. Promovido pela Diretoria de Identificação da Polícia Civil em parceria com a Associação de Peritos Papiloscopistas do Estado do Pará (Asppepa), o evento contou com as presenças do delegado-geral, Rilmar Firmino, e do diretor de Identificação, Ricardo Paula, que fizeram a abertura da programação. A solenidade foi presidida pelo comunicador Kako Barros, que é servidor da Diretoria de Identificação da Polícia Civil. 

Exposição de serviços e palestras
EXPOSIÇÕES E PALESTRAS
Idealizada como uma forma de mostrar os serviços prestados pelos peritos papiloscopistas, a programação contou ainda com mostras de perícias, equipamentos e simulações de procedimentos periciais realizados pelos papiloscopistas do Pará. O delegado-geral salientou que a perícia papiloscópica do Pará é reconhecida como uma referência para o Brasil e que não deixa a desejar a qualquer outra do país. Apesar disso, alguns dos serviços prestados pela categoria de profissionais da Polícia Civil ainda são desconhecidos da maioria das pessoas. Entre os serviços está a perícia prosopográfica, que tem por objetivo a identificação de pessoas por meio de processos comparativos das características físicas de alguém. 

Outro serviço é o sistema AFIS, que, na tradução do inglês, significa Sistemas Automáticos de Impressões Digitais, onde estão guardadas informações sobre os dados biométricos de uma pessoa. Outros serviços são a perícia papiloscópica e a perícia iconográfica e de retrato falado. Esses temas foram apresentados durante quatro palestras, durante o evento, ministradas por papiloscopistas da última turma formada na Academia da Polícia Civil mediante concurso público em 2014. 

Palestrantes
PALESTRAS
As palestras foram apresentadas pelos papiloscopistas Dayvison Miranda, que abordou o Sistema AFIS; Marcelo Correa, que falou sobre Perícia Papiloscópica; Pedro dos Prazeres que tratou do Retrato Falado e Emerson Menezes que tratou do tema Perícia Prosopográfica. Após as palestras, foram realizadas atividades práticas demonstrativas sobre os temas apresentados. Para a diretora técnica da DIDEM (Diretoria de Identificação Enéas Martins), papiloscopista Célia Cordeiro, o evento foi muito importante para a corporação policial, pois promoveu a visibilidade para o trabalho dos papiloscopistas.

POLÍCIA CIVIL E SEMAS DESARTICULAM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA RESPONSÁVEL POR FRAUDES NO RAMO MADEIREIRO

A Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará deflagraram, nesta quinta-feira, 28, uma operação denominada "Tempestas" para dar cumprimento a 45 mandados judiciais nos Estados do Pará, Maranhão, Mato Grosso, Paraná e Sergipe, para desarticular organização criminosa responsável por fraudes ambientais no ramo de comércio de madeira. Dentre as ordens judiciais estão 14 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, cinco conduções coercitivas e 24 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de empresas. 

CUMPRIMENTO DE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO 
A investigação conta com respaldo do Ministério Público do Estado e do Poder Judiciário do Pará. As pessoas presas e materiais apreendidos na operação estão sendo levados para a Delegacia Geral, em Belém. No total, 68 policiais civis do Pará com apoio de 20 policiais civis dos outros Estados cumprem os mandados judiciais. A investigação conta com parceria do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) vinculado à Polícia Militar do Pará; Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal. 

No Pará, a operação é realizada em Belém e região metropolitana; Tailândia, Novo Progresso, Santarém, Itaituba, Tucuruí e Marabá. O delegado Marcos Miléo Brasil, coordenador da operação, explica que o esquema criminoso era realizado com uso de empresas de "fachada" e "fantasmas" que eram usadas para apresentação de planos de manejo florestal fraudulentos que visavam a aquisição de créditos florestais emitidos pelos órgãos ambientais. O objetivo era o comércio, principalmente a exportação, de madeira de forma ilegal. 

APREENSÕES
Por meio desse esquema de lavagem de produtos florestais, a organização criminosa formada por donos de empresas de fachada e empresas "fantasmas" e criminosos da internet, os chamados "crackers", conseguia "esquentar" madeira ilegal que era comercializada. Os "crackers" conseguiam burlar os sistemas florestais e expediam guias florestais com dados falsos das empresas. A investigação foi iniciada em 2014, quando a ação criminosa foi denunciada à Semas e à Polícia Civil por representantes de empresas do ramo madeireiro, que estavam tendo prejuízos financeiros por causa das atividades ilícitas.