segunda-feira, 25 de abril de 2016

POLÍCIA CIVIL PROMOVE WORKSHOP SOBRE O TEMA "A CONTRIBUIÇÃO DO PAPILOSCOPISTA NA RESOLUÇÃO DE CRIMES"

A Polícia Civil irá promover nesta quinta-feira, 28, de 8h30 às 13 horas, no auditório A da Delegacia-Geral, um workshop sobre o tema "A contribuição do papiloscopista na resolução de crimes". Durante o evento, serão ministradas palestras sobre perícia prosopográfica, sistema AFIS (na tradução do inglês, Sistemas Automáticos de Impressões Digitais), perícia papiloscópica e retrato falado. 


Após as palestras, serão realizadas atividades práticas demonstrativas sobre o tema. A diretora técnica da DIDEM (Diretoria de Identificação Enéas Martins), papiloscopista Célia Cordeiro, explica que o objetivo do evento é promover a visibilidade para o trabalho dos papiloscopistas. "Vamos mostrar como funciona o serviço na prática para auxiliar nas investigações de um crime", detalhou. 

PALESTRAS O workshop vai contar com os papiloscopistas da Polícia Civil do Pará como palestrantes: 

Emerson Menezes - Perícia Prosopográfica 

Dayvison Miranda - Sistema AFIS 

Marcelo Correa - Perícia Papiloscópica 

Pedro dos Prazeres - Retrato Falado

POLÍCIA CIVIL CONTA COM LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE IMAGENS E PROSOPOGRAFIA

A Polícia Civil do Pará já conta com um Laboratório de Análise de Imagens e Prosopografia destinado especificamente a realizar análises de fotos ou vídeos coletados em locais de crime, como forma de auxiliar a investigação policial na identificação de criminosos. Ligado à Diretoria de Identificação "Enéas Martins" (Didem), unidade da Delegacia-Geral responsável pela identificação oficial de pessoas, o Laboratório utiliza as técnicas da chamada Perícia Prosopográfica, na qual os procedimentos visam a identificação de pessoas por meio da chamada representação facial humana. Assim, imagens de um crime captadas por câmeras de monitoramento, por exemplo, que forem obtidas pela equipe de investigação, passarão a ser periciadas com maior qualidade. 


O titular da Diretoria de Identificação da Polícia Civil, papiloscopista policial Antonio Ricardo Paula, explica que o objetivo principal do novo serviço é auxiliar o trabalho de investigação policial por meio do reconhecimento facial de pessoas. Cada imagem coletada em local de crime passará por uma análise, em que será ampliada e trabalhada visando a identificação de suspeitos. Para requisitar uma perícia em uma imagem no Laboratório de Imagens, explica Antonio Ricardo, o delegado responsável pela investigação deverá fazer a solicitação por ofício. 

O Laboratório de Imagens conta com instalações físicas dotadas de equipamentos de informática, como computadores e máquina digitalizadora. O papiloscopista Emerson Menezes, que atua no Laboratório, explica que as análises das imagens são realizadas com base em exames prosopográficos constituídos de comparações dos dados biométricos de suspeitos nas imagens coletadas em locais de crime. Por meio dessas comparações, é possível identificar pessoas por meio de características físicas, como formato do rosto, do cabelo, estatura e porte físico.