segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

OPERAÇÃO TAPERA DESTROI MAIS DE 200 MIL PÉS DE MACONHA NO NORDESTE DO PARÁ

A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira, 19, em entrevista coletiva de imprensa, na Delegacia-Geral, em Belém, os resultados de nove dias da operação denominada "Tapera" para combate ao tráfico de drogas por meio da destruição de plantações de maconha na região do Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão. No total, foram duas etapas da operação policial deflagrada, em sua primeira etapa, de 22 a 27 de novembro, e na segunda etapa, de 12 a 14 de dezembro deste ano. Nas duas etapas, foram localizadas 55 roças de maconha com um total de 232,5 mil pés de maconha destruídos.


Foram apreendidos mais de 114,7 mil mudas da erva, mais de 91 quilos de maconha seca; 35 quilos de sementes e 12 quilos de maconha em formato de tablete pronta para venda. Foram apreendidas ainda duas armas de fogo caseiras usadas em armadilhas no meio da mata; cinco prensas usadas no preparo da maconha; uma bomba de irrigação e 1.800 metros de tubos de PVC usados na irrigação das plantações. A operação vai prosseguir com objetivo de identificar os responsáveis pelas propriedades rurais, onde a droga era plantada. No total, as áreas medem mais de 132 mil metros quadrados.

COLETIVA DE IMPRENSA
A coletiva contou com as presenças do delegado-geral Rilmar Firmino; do diretor da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), delegado Hennison Jacob; do diretor de Polícia do Interior, delegado João Bosco Rodrigues; do piloto do Grupamento Aéreo do Estado (Graesp), delegado Nelson Sobreira, e do perito criminal Benedito Leão, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. A ação policial foi coordenada pelo Sistema Integrado de Segurança Pública do Pará, sob comando do delegado Hennison Jacob, titular da Denarc da Polícia Civil, e contou com atuação de policiais civis de Belém e das Superintendências Regionais de Castanhal e Capanema, além de policiais militares da Companhia de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA); bombeiros militares; peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e um helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Estado (Graesp) para apoio nas buscas aos roçados de maconha em meio à mata fechada e de difícil acesso por terra.


A primeira etapa da operação, entre os dias 22 e 27 de novembro deste ano, resultou na localização de 42 plantações e na destruição de mais de 175 mil pés de maconha, além da apreensão de 90 mil mudas da erva; mais de 15 quilos de sementes e dez quilos de maconha seca e já beneficiada. A operação abrangeu as cidades de Cachoeira do Piriá, Nova Esperança do Piriá, Viseu e Garrafão do Norte. Do total de roças localizadas, 32 deles estavam na áreas de Cachoeira do Piriá. A área onde os plantios foram encontrados é equivalente a 100 campos de futebol.


Já a segunda etapa, de 12 a 14 de dezembro, na localização de 13 roçados de maconha com destruição de 57,5 mil pés da erva em uma área plantada de 27 mil metros quadrados, localizada na zona rural de Cachoeira do Piriá. Na área também foram apreendidas 24,7 mil mudas; 81 quilos de maconha seca; 20 quilos de sementes e 12 quilos de tabletes de maconha. 


Nesta segunda etapa da operação, explica o delegado Hennison Jacob, o diferencial foi a localização de plantações dentro de matas fechadas e não mais às proximidades de rios, como era antes. Segundo o delegado-geral, ao contrário do que era antes, hoje o cultivo da maconha é feito em terras legalizadas e até perto de residências. Rilmar Firmino ressalta que o monitoramento nessas áreas e em outras regiões do Estado é constante para identificar novas plantações da erva. "Já temos um calendário de ações em 2017 para erradicar cultivos de maconha no interior", salienta. 

O delegado-geral informou ainda que irá oficiar ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e ao Iterpa (Instituto de Terras do Pará) para verificar a quem pertence as áreas onde foi encontrado o cultivo da maconha. "Tão importante quanto destruir plantações de maconha é identificar os donos das terras para futuramente pedir à Justiça a desapropriação das áreas", salienta. O delegado Nelson Sobreira, piloto do helicóptero do Graesp, explicou, na coletiva, que a atuação do Grupamento é fundamental para o êxito da operação. "Sobrevoamos a área previamente levantada conduzindo os policiais e, durante o procedimento, conseguimos até localizar outras plantações que não estavam no levantamento", explica. 


A presença do Centro de Perícias Científicas na operação é fundamental, pois o trabalho pericial dá a credibilidade necessária ao procedimento policial, por meio das perícias. O trabalho da equipe de peritos criminais na operação, explicou o perito Benedito Leão, foi o de mensurar a área de cultivo e a área na qual os roçados foram encontrados, além de quantificar pés de maconha, e fazer todo o trabalho de marcação (plotagem) da região, que ajuda na identificação dos locais de cultivo. Parte da maconha apreendida no local foi levada como amostra para posterior perícia de constatação da droga feito em laboratório. 

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