sábado, 24 de dezembro de 2016

DIVISÃO DE INVESTIGAÇÕES E OPERAÇÕES ESPECIAIS AUMENTA APURAÇÕES DE FRAUDES E CRIMES DE ESTELIONATO

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), divulgou, nesta sexta-feira, 23, o balanço de procedimentos policiais instaurados em 2016. Ao todo, foram registrados 444 procedimentos policiais no ano referentes a inquéritos, prisões em flagrante e Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). O destaque foi o aumento do número de procedimentos realizados pela Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), uma das cinco Unidades Policiais que integram a Divisão, em comparação com o ano de 2015. A DOA atua em casos relacionados a fraudes e a práticas de estelionato de repercussão.

Segundo o diretor da DIOE, delegado Neyvaldo Silva, de janeiro até dezembro, a DOA realizou 141 procedimentos contra 106 no ano passado. Do total, foram 104 inquéritos instaurados este ano contra 79 em 2015. Com relação a prisões em flagrante, foram efetuadas 28 em 2016 e 18 no ano passado pela equipe da DOA. No geral, em 2016, a DIOE foi responsável por 444 processos criminais lavrados para apurar delitos na somatória das cinco Delegacias que integram a Divisão. Desse total, foram efetuados 38 TCOs (processos de crimes de menor potencial ofensivo e que não resultam em prisão em flagrante), 342 inquéritos (processos abertos para investigar crimes) e 64 autos de prisão em flagrante relacionados a crimes de maior potencial ofensivo e que resultam na prisão imediata do autor. Na somatória das prisões em flagrante e por cumprimento de mandado de prisão, foram 133 prisões no ano. 


Entre as 12 operações realizadas pela Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), neste ano, detalha o diretor da DIOE, está a investigação sobre o golpe do emprego que resultou na prisão em flagrante de dois acusados de envolvimento no esquema. Um deles, o paulista de 28 anos, Marcos Zanzoni, foi preso, em Belém, em outubro, acusado de cobrar taxa de R$ 59,90 em troca de vaga de emprego em órgãos públicos e empresas na capital paraense. Já Maria de Nazaré Pombo foi presa acusada de praticar também o golpe do emprego por meio das redes sociais. 

Outro caso de destaque foi a Operação Golpe de Mestre que resultou no cumprimento do mandado de prisão de Evenilson Pereira da Silva, em Brasília (DF), acusado de aplicar um golpe em várias vítimas no Pará e em outros estados. Em Belém, o golpe teria rendido R$ 350 mil. Ele convencia as vítimas a acreditar que poderia 'clonar' dinheiro por meio de um processo químico e que devolveria o valor investido em dobro, repassando mais 50% à pessoa. Na operação policial denominada "Fomento", a DIOE desarticulou esquema de fraudes que resultou no desvio de R$ 9 milhões de uma empresa ligada a um grupo de supermercados em Belém. Três empresários e o gerente-geral da empresa foram presos em cumprimento a mandados de prisão preventivas decretados pela Justiça. As prisões foram decretadas em decorrência de inquérito policial instaurado para apurar as fraudes.

A DOA foi responsável pela prisão de Sheila Melo Pereira que foi indiciada por utilizar documento falso de uma arquiteta de Belém para fazer diversas compras em shoppings da capital. Em 2016, a unidade policial também atuou em casos de golpes contra idosos. Um dos casos foi a que resultou na prisão de Adriely Cristina da Silva Alves que se passava por funcionária de bancos para apossar-se de cartões de idosos, e com eles, efetivar diversas compras. Ela conseguiu convencer vítimas a entregar o cartão e a senha sob alegação de que o documento foi clonado e que deveria ser trocado por um novo. Outro caso relevante foi a prisão de Andreza de Souza Castillo, primeira pessoa presa no Pará pelo crime de estelionato contra o idoso, conforme alteração na legislação. 

Para o delegado Neyvaldo Silva, diretor da DIOE, os resultados obtidos em 2016 foram satisfatórios. "Tivemos resultados significativos no número de prisões, desarticulação de algumas associações criminosas e produção de procedimentos investigativos", ressalta. Além da Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), a DIOE é formada pela Delegacia do Consumidor (DECON), Delegacia de Ordem Social (DOS), Delegacia de Ordem Tributária (DOT) e Delegacia de Combate a Crimes contra Concessionárias de Serviços Públicos (DCCCCSP). 

CONSUMIDOR Os crimes contra o consumidor também foram alvo de investigações realizadas pela equipe da DIOE. A Delegacia do Consumidor (DECON) foi responsável por seis operações durante o ano. No período, foram efetuados 133 procedimentos apuratórios de crimes contra as relações de consumo no Estado. Do total, 125 inquéritos foram instaurados no ano. Entre os casos apurados, destaca-se a operação conjunta com a Adepará no combate à comercialização de alimentos impróprios para o consumo.

A operação Chama Azul II foi outro destaque no ano. Realizada em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Ministério Público do Estado, a ação efetuou o combate ao comércio clandestino de gás de cozinhas, em pontos da cidade de Abaetetuba. Outras duas operações, denominadas Butano e Gás Legal foram realizadas para combater pontos clandestinos de comércio de gás de cozinha no interior do Estado. A DECON também atuou na operação Hímeros para desarticular o comércio ilegal de medicamentos no centro comercial de Belém.

OUTRAS AÇÕES A Delegacia de Ordem Social (DOS) esteve em atuação em 11 operações no ano de 2016 e em 13 reintegrações de posse para retirada de invasores de propriedades por determinação da Justiça. Entre elas estão a operação Aquários para reintegração de posse do Residencial Eunice Weaver, em Belém, que teve duração de dois dias, e a operação Pacajá para cumprir dois mandados de prisão referentes a crime de invasão de terra. A DOS foi responsável em lavrar 28 procedimentos no ano. A Delegacia de Ordem Tributária (DOT) lavrou 53 procedimentos em 2016 relacionados a crimes contra a ordem tributária no Pará. 

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