quarta-feira, 30 de novembro de 2016

POLÍCIA CIVIL FLAGRA CULTIVO DE MACONHA DO TIPO "SKANK" DENTRO DE CONDOMÍNIO EM BELÉM

A Polícia Civil descobriu nesta terça-feira, 29, mais um local de cultivo de "skank" (maconha modificada para potencializar os efeitos alucinógenos) em uma casa no residencial Itapuã, no bairro do Tapanã, distrito de Icoaraci, em Belém. A droga era cultivada pelo eletricista Railson Amaral Ferreira, 42 anos, responsável em alugar a casa para o plantio, enquanto que o estudante Thalles Henrique Costa da Silva Haber, 23, reparava a plantação. Os dois foram presos em flagrante no local e autuados por tráfico de drogas.  


A operação foi realizada por policiais civis da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) sob coordenação do delegado Hennison Jacob, diretor da unidade policial. O flagrante é resultado da continuidade da operação realizada no último dia 24, quando duas pessoas foram presas responsáveis por cultivar pés de maconha em apartamentos de alto padrão e em uma casa, em Belém. O delegado Hennison Jacob explica que as investigações sobre o esquema de cultivo "in-door" (em local fechado) de maconha em residências continuaram após o flagrante realizado na semana passada. A partir das novas informações surgidas no decorrer das investigações foi possível levantar o endereço onde outro plantio da erva era realizado na capital paraense. 

Uma informação fundamental foi o caderno encontrado pela equipe coordenada pela delegada Fernanda Maués de Souza, na operação realizada no último dia 24. No caderno haviam anotações em que estava citado o nome de Railson. O eletricista é apontado como a pessoa que montava as instalações das estufas usadas para manter os pés de maconha plantados em vasos na residência. As estufas contavam com lâmpadas fluorescentes de alta qualidade que simulavam a iluminação natural do sol. Por ser processada em laboratório para ter o princípio ativo THC (Tetra-hidrocanabinol) potencializado, esse tipo de maconha tem um alto valor de venda. Cada quilo de "Skank" custa até R$ 8 mil. A maconha comum tem o quilo avaliado em R$ 200. 

Em depoimento, Railson alegou que é viciado em maconha desde os 18 anos e negou a prática do tráfico de drogas, alegando que cultivava a erva para consumo próprio. Ainda, segundo ele, o estudante o ajudava no cultivo da erva e não fazia venda da maconha. Para o delegado, as instalações montadas dentro da casa indicam que o local era usado para produção em série de maconha, o que caracteriza o crime de tráfico de drogas.

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