quinta-feira, 27 de outubro de 2016

POLÍCIAS CIVIL E MILITAR RESGATAM 78 QUELÔNIOS QUE SERIAM COMERCIALIZADOS EM PORTO DE MOZ

As Polícias Civil e Militar resgataram no dia de ontem (26), 78 quelônios das espécies Tartaruga da Amazônia, Tracajá e Pitéu, transportadas no interior de uma embarcação atracada no porto hidroviário de Porto de Moz, região sudoeste do Pará. No barco, os policiais apreenderam redes de pesca e instrumentos usados na captura dos animais. Os donos da embarcação, Francisco Furtado e Daniel Rodrigues Pantoja pretendiam comercializar as espécies na cidade. A caça de animais silvestres sem autorização legal configura crime ambiental. 

QUELÔNIOS APREENDIDOS
De acordo com o delegado Mhoab Khayan, titular da Delegacia de Porto de Moz, o flagrante foi registrado durante operação conjunta de policiais civis e militares na área urbana do município. "Os animais foram encontradas dentro de um barco atracado na Hidroviária Nova do município às margens do Rio Xingu", explica o policial civil. Com base em informações, os policiais fizeram a abordagem da embarcação. No interior do veículo náutica, durante revista, foram encontradas redes de pesca e demais instrumentos utilizados na captura dos quelônios. Tudo foi apreendido.

Animais resgatados

Os responsáveis pelo barco pretendiam comercializar os animais na cidade de Gurupá a R$ 100 a unidade. Os animais estavam acondicionados em sacas. As tartarugas da Amazônia, tracajás e pitéus resgatados foram entregues para agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que soltaram os animais no rio Xingu, devolvendo-os ao seu habitat. 

Participaram da operação a equipe formada pelo investigador Robinson Nazareno, sargento Pimentel, e soldados Ferreira e R.Nunes, sob coordenação do delegado. A Lei de Crimes Ambientais proíbe "matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente". Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas pelo fone 181, o Disque-Denúncia, no Estado do Pará.

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