sexta-feira, 21 de outubro de 2016

POLÍCIA CIVIL LOCALIZA TRAVESTI ESPANCADA NA AVENIDA VISCONDE DE SOUZA FRANCO EM BELÉM

A Polícia Civil localizou, na tarde desta sexta-feira, 21, a travesti de 16 anos espancada por um grupo de pessoas, na Avenida Visconde de Souza Franco, no Reduto, em Belém, na madrugada de ontem. A adolescente estava em um abrigo municipal. Natural de Breves, no Marajó, a vítima foi ouvida em depoimento pela delegada Hildenê Falqueto, da Delegacia de Combate ao Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), unidade vinculada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil. O inquérito policial foi instaurado para apurar o espancamento, que foi filmado por um morador da Avenida e as imagens foram divulgadas nas redes sociais. 

A delegada explicou que, a partir do momento que tomou conhecimento do vídeo pelas redes sociais, registrou boletim de ocorrência e, através das investigações, localizou a adolescente. A adolescente foi ouvida na sede da Delegacia, no prédio da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com acompanhamento de representantes da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará. A vítima também foi encaminhada para exame de corpo de delito no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e demais providências. A delegada informou ainda que vai tomar providências para tomar depoimento de outras pessoas. 

Entre elas, os policiais militares que foram ao local da ocorrência e que serão ouvidos na condição de testemunhas. "Foram eles que prestaram atendimento à vítima e a levaram ao Pronto-Socorro Municipal de Belém no primeiro momento", explica. Ainda, segundo a policial civil, a Delegacia-Geral, por meio da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis, designou uma equipe de policiais civis para prestar apoio à DCCDH nas investigações. 

"Esses investigadores estão encarregados da identificação dos agressores", salienta. Quanto ao conteúdo do depoimento da adolescente, a delegada vai preservar em sigilo as declarações da vítima, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Algumas informações irão permanecer restritas ao inquérito policial", ressalta, ao acrescentar que a vítima está sendo amparada por psicólogas e assistentes sociais do Abrigo.

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