terça-feira, 19 de julho de 2016

OCORRÊNCIAS DE FALSIFICAÇÃO E ESTELIONATO CAEM QUASE 28% NO PRIMEIRO SEMESTRE DESTE ANO

Um levantamento feito pela Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) da Polícia Civil, apontou que as ocorrências de crimes de falsificação de documentos e estelionato caíram quase 30% no primeiro semestre de 2016. De acordo com os dados, os registros de crimes dessa natureza somaram 432 no mesmo período do ano passado, enquanto que de janeiro a junho deste ano corresponderam a 313 casos, o que representa uma queda de 27,5%, com uma média de duas ocorrências registradas por dia. Os inquéritos instaurados no primeiro semestre deste ano também reduziram, cerca de 32%, na comparação com o mesmo período de 2015. De acordo com a DIOE, de janeiro a junho deste ano, foram apurados 41 casos, contra 60 no ano passado. 


Para o delegado Neyvaldo Silva, diretor da DIOE, esse avanço se deve à ampla divulgação deste tipo de crime na mídia e também aos alertas que são repassados com frequência à população. “As pessoas estão mais atentas. Os resultados positivos obtidos com o trabalho da polícia também acabam inibindo esses atos”, acredita. Ainda de acordo com o delegado, os idosos continuam sendo os principais alvos dos criminosos. Muitas vezes, as quadrilhas se aproveitam da fragilidade e da falta de atenção destas pessoas para falsificar documentos pessoais e conseguir empréstimos em nome das vítimas. Logo que se aposentou, seis anos atrás, o técnico em telecomunicações J.C.S.R (que preferiu ter a identidade preservada), de 59 anos, foi vítima de um crime de falsificação e estelionato. 

Os criminosos tiveram acesso aos seus dados pessoais e produziram uma carteira de identidade falsa. Em seguida, passaram a fazer compras em várias lojas da cidade, abriram contas em operadoras de telefonia móvel e até pediram empréstimo bancário. Ele só percebeu que havia sido vítima de um golpe quando as cobranças começaram a chegar. Imediatamente, J.C.S.R foi à delegacia e prestou queixa. “As investigações apontaram para um homem, por volta dos 47 anos, de cor branca, gordo, careca e que à época morava no bairro da Marambaia”, relembra. “A prática de falsificação é um crime meio, ou seja, ele serve para que o criminoso consiga chegar a um objetivo final que, geralmente, é o estelionato, que consiste em tirar vantagem indevida por meio de fraudes”, explica o delegado. 

DIOE
DIOE
Vários tipos de documentos podem ser falsificados, entre eles a carteira de identidade, o Cadastro de Pessoa Física (CPF), a carteira de trabalho, certidão de nascimento, documentação de veículo e até a autenticação de pagamentos. Entre os casos mais recentes que estão sob investigação da DIOE está o de um empresário que recebeu um Certificado de Registro de Veículo (CRV) falso. Ao comprar o automóvel e ter acesso ao documento, ele desconfiou e procurou a polícia. “Abrimos inquérito para investigar. Mandamos o CRV para ser periciado pelo Centro de Perícias Renato Chaves. O resultado acabou de chegar e comprovou a falsificação”, ressalta Neyvaldo. O CPC atua em parceria com a Polícia Civil na resolução destes crimes. 

Todos os documentos que chegam com suspeita de fraude são encaminhados para o Núcleo de Documentoscopia Forense, responsável por periciar documentos - escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares - para verificar sua autenticidade e determinar a autoria. Os profissionais do Núcleo também examinam objetos falsificados, verificando as marcas comerciais e patentes. Esse trabalho corresponde a 30% das perícias realizadas no setor. O Código Penal Brasileiro prevê pena de dois a seis anos de reclusão para quem for condenado por falsificação de documentos públicos, e de um a cinco anos para condenação por falsificação de documentos particulares. Quem for pego usando os documentos falsificados também poderá cumprir reclusão nos mesmos prazos e especificações acima. Já no caso de crime de estelionato, o autor poderá cumprir de um a cinco anos de prisão. 

Delegado Neyvaldo Silva
DELEGADO NEYVALDO SILVA
CUIDADOS Mesmo com a redução dos casos, a Polícia Civil mantém o alerta à população. O delegado Neyvaldo destaca a importância de se fazer o boletim de ocorrência sempre que um documento for perdido ou extraviado. “Desta forma, o cidadão estará respaldado de eventuais problemas”, diz. Outra orientação reforçada é quanto a suspeitas sobre a licitude de algum negócio, prestador de serviço ou conduta de alguém. Nesses casos, a recomendação é para que a pessoa que se sentir lesada procure uma unidade policial e preste queixa. É importante também nunca deixar idosos desacompanhados, principalmente quando precisarem resolver problemas em bancos ou cartórios. O indicado é sempre ter alguém de confiança ao lado, para orientá-los. “Com os recursos tecnológicos existentes hoje os crimes de falsificação e estelionato tendem a aumentar. Por isso é preciso ter muito cuidado ao fornecer dados pessoais em sites e lojas. A pessoa deve pesquisar sobre a empresa ou pessoa com quem está articulando o negócio. A internet, se bem utilizada, pode ser uma ferramenta útil para avaliar se o investimento é bom ou não. Todo cuidado é pouco, pois não é muito fácil identificar uma fraude documental a olho nu, portanto procure sempre a polícia ao desconfiar”, alerta o delegado. Fonte Agência Pará de Notícias.

Um comentário:

Fabio Siqueira Silvaston Anonymous ou/e Subversivo disse...

Tributo a Bob Marley, tribo de jah.
Partes do conteúdo
Devemos milhares de milhões de dólares e não sei que mais.
Não sei bem a quem? (iluminates)
Emprestastaram a toda a agente. É um velho truque.
Shylock fê-lo, O Mercador de Veneza.
Emprestam, emprestam e depois, querem-no de volta.
‘Não podem pagar? Então deem-nos into e aquilo.. a casa”.
- A vossa vida.
“A vossa vida, o vosso país.”
E acho que temos de dizer “ Sinto muito”.

-
A riqueza exagerada do vaticano.
-
Suponhamos que nos legalizamos as drogras o que vamos fazer com os traficantes?
Por essas pessoas é melhor que eles estejam vendendo drogas!
Essa pergunta veem de um viés racista! Quando se teve debate pelo fim da escravatura no Brasil.
A grande pergunta que os defensores criaram contra o fim da escravatura era o que os negros vão fazer?
Porque eles faziam essa pergunta? Se nos vamos ter que pagar uma mão de obra que vai trabalhar a terra, italiano que esta vindo da Europa, tem muito mais conhecimento técnico da terá.
Temas de videos
Veja Como Funcionaria Um Sistema Economia Que Não Utiliza Dinheiro!
Os misteriosos caixões da FEMA
UCRÂNIA Mensagem da Brigada Comunista Prizrak Apelo aos Comunistas e Anti fascistas do mundo todo
Recrutamento contra os iluminates do mundo.
Comunidade Facebook
https://www.facebook.com/Rede-mundial-contra-iluminates-578616945489188/?ref=bookmarks
Youtube
https://www.youtube.com/channel/UC_ARrlNbPUr1XmX1CYRJJfA