segunda-feira, 30 de maio de 2016

PRESOS TRÊS ACUSADOS DE PRATICAR ESTUPRO COLETIVO CONTRA ADOLESCENTE EM JURUTI NO PARÁ

A Polícia Civil autuou em flagrante o professor Douglas Corrêa Lima, 28 anos; o estudante Fabrício Pereira Almeida, 19, e o pintor Weliton Vieira dos Santos, 28, por estupro de uma adolescente, de 17 anos, na última sexta-feira, 27, em Juruti, oeste paraense. Eles são acusados de embriagar a vítima com Vodka, durante uma festa, no bairro São Marcos, e depois violentá-la sexualmente. O crime teria ocorrido na casa do professor. Exames médicos comprovaram que a adolescente foi abusada sexualmente. Os acusados negam o crime. Eles estão presos em Juruti à disposição da Justiça. De acordo com o delegado Jaime Paixão, responsável pelo inquérito, a vítima teria sido abusada por volta de 4 horas da manhã de sexta-feira. Em depoimento, a garota relatou que no dia anterior havia participado da festa de comemoração pela vitória do time de futebol amador do bairro. 


A equipe de futebol era coordenada pelo professor e a vítima dançava em uma quadrilha junina também coordenada por Douglas Lima. Após a festa, cerca de 15 pessoas, entre elas a vítima, foram até a casa do professor, onde ali ficaram bebendo, até durante a madrugada, quando a maioria foi embora, deixando no local apenas a adolescente com quatro homens, entre eles, o professor. Ainda, conforme a vítima, quando um deles saiu da casa, os demais aproveitaram e a levaram para o quarto da casa, onde abusaram sexualmente da vítima. O fato teria sido testemunhado pelo outro homem que havia saído da casa e que ao retornar teria presenciado o estupro coletivo. 

Foi nesse momento, apurou o delegado, que a vítima foi socorrido pelo quarto homem que a ajudou a sair da casa. A Polícia Militar foi acionada e conduziu o professor e outros dois homens, entre eles a suposta testemunha do crime, para a Delegacia. Um dos acusados já havia fugido da casa, mas foi preso por volta do meio-dia. Conforme o delegado, a vítima passou por exames que atestaram os abusos sexuais. "Houve conjunção carnal e atos libidinosos diversos da conjunção carnal", explica. Diante das provas, o delegado autuou os acusados em flagrante pelo estupro. O flagrante foi homologado pelo juiz titular da Comarca de Juruti, Rafael Grehns, que converteu as prisões em preventivas, citando como referência, em seu despacho, o caso de uma adolescente, que teria sido vítima de estupro coletivo, no Rio de Janeiro, semana passada.

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