sexta-feira, 13 de maio de 2016

POLÍCIA CIVIL PRENDE ACUSADOS DE VENDER COMBUSTÍVEL ADULTERADO E DE PROVOCAR EXPLOSÕES EM PORTEL

A Polícia Civil cumpriu, nesta sexta-feira, 13, três mandados de prisão decretados pela Justiça no caso da venda de combustível adulterado em Portel, na ilha do Marajó. Foram presos o empresário Aldebaro Luiz Sousa Pinto, gerente do posto de combustível "Cidade de Portel", e os irmãos Alexandre Pinto Melo e Diogo Pinto Melo, sócios proprietários do local. Eles vão responder pelos crimes de homicídio qualificado pelo uso de fogo e explosivo; lesão corporal grave em razão do risco de morte; crime contra ordem econômica; crime ambiental e crime contra o consumidor. As prisões foram realizadas em Breves e em Portel, por policiais civis da Superintendência da Região do Marajó Ocidental e da Delegacia de Portel. 


As prisões resultaram da operação "Nero" iniciada para investigar fornecimento de gasolina adulterada pelo posto de combustível, o que resultou na morte de uma criança de 12 anos e deixou com ferimentos, pelo menos, outros quatro moradores da região ribeirinha do município por causa de queimaduras causadas pela explosão de lamparinas em contato com o combustível. O delegado Paulo Junqueira, titular da Delegacia de Portel, instaurou inquérito policial, após tomar conhecimento das explosões, e passou a investigar os fatos, ouvindo depoimentos de vítimas e testemunhas das explosões, além de pessoas ligadas ao posto de combustível. 

Com base nas provas, que contaram com análises periciais realizadas pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Belém, de amostras do combustível vendido no posto, o delegado representou na Justiça pela prisão preventiva dos acusados. Segundo o delegado, após investigação feita em parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público, ficou constatado que houve ação deliberada dos responsáveis pelo posto em vender combustível adulterado e, dessa forma, eles assumiram o risco de provocar ferimentos decorrentes de queimaduras na população ribeirinha. 

As investigações mostraram que houve adulteração do óleo diesel vendido no posto e que houve acréscimo de gasolina no tanque do diesel. Isso, explica o delegado, potencializou os efeitos do combustível que em contato com as lamparinas acabou gerando as explosões. Em depoimento, o gerente do posto confirmou que houve o acréscimo de gasolina no diesel, mas alegou que foi por descuido. Mesmo sabendo do erro, o acusado relatou ao delegado que continuou a vender o produto no posto. Ainda, de acordo com o delegado, o Ministério Público estuda outras medidas judiciais contra os responsáveis pelo estabelecimento. Os acusados ficarão recolhidos na unidade penal em Breves.

Nenhum comentário: