quinta-feira, 3 de março de 2016

PRIMO DE PESQUISADOR ENCONTRADO MORTO EM CASTANHAL É PRESO ACUSADO DA AUTORIA DO CRIME

A Polícia Civil prendeu, no final da tarde de ontem, dia 2, por ordem de prisão temporária, Cláudio Rodrigues Carmona, 43 anos, que confessou ter assassinado o pesquisador João Guimarães Pinheiro, em Castanhal, nordeste paraense. O acusado é primo da vítima. O mandado de prisão foi expedido após investigações realizadas por policiais civis da Superintendência da 3ª Região Integrada de Segurança Pública, da 12ª Seccional de Castanhal e Núcleo de Apoio à Investigação (NAI). 

A vítima teve o corpo em estado de decomposição encontrado no início da tarde, do último dia 26, no porta-malas de um carro Voyage vermelho que havia sido abandonado na rua Floriano Peixoto, bairro Centro, em frente a um hotel em construção, próximo à sede da Superintendência em Castanhal. Durante as investigações, a equipe de policiais civis coordenada pelos delegados Luís Xavier e Rayrton Carneiro ouviu diversos relatos de pessoas ligadas à vítima. 

CARRO ALUGADO NO QUAL ESTAVA O CORPO
As informações iniciais eram de que o pesquisador havia saído de casa, no último dia 22, informando a familiares de que iria até Castanhal para adquirir um carro. Para tanto, ele levou consigo a quantia de cerca de R$ 8 mil, valor que seria usado na compra do veículo. Os policiais civis descobriram que, antes de seguir a Castanhal, o pesquisador alugou um carro junto com o primo, em uma locadora em Belém, para fazer a viagem. Após a locação, os dois seguiram no carro até Castanhal. O carro alugado foi o mesmo em que a vítima foi encontrada morta. Ao chegar em Castanhal, o carro que seria comprado pela vítima estava com a documentação irregular. Em depoimento, Cláudio alegou que, por já ter trabalhado com pessoas de dentro do Detran, comprometeu-se, no mesmo dia com a vítima, de que iria regularizar a documentação do veículo junto ao órgão. 

Ainda, no dia 22, segundo versão de Cláudio, os dois seguiram até Detran, em Belém, e ali teriam permanecido por cerca de três horas, na tentativa de regularizar a documentação do carro, mas não foi possível revolver o problema. Com isso, João passou a suspeitar de que o acusado estava lhe enganando e passou a discutir com ele dentro do carro alugado. Durante a briga, João teria visto uma viatura da PM e teria ameaçado chamar a Polícia. Cláudio, que já responde a processo criminal por ter sido preso por estelionato envolvido em fraudes no Detran, disse que acabou matando a vítima a golpes de canivete no pescoço, braço e outras partes do corpo. O pesquisador morreu dentro do carro. 

Em depoimento, Cláudio afirmou que, depois de matar o primo, passou a dirigir o carro e seguiu, inicialmente, até o campus da Universidade Federal do Pará, no bairro do Guamá, em Belém, onde pretendia jogar o corpo no rio Guamá, mas ali desistiu da ideia. Depois, relatou o acusado, conduziu o carro por diversas ruas de Belém até à noite, quando se hospedou em um motel, onde tomou banho e limpou o carro com o corpo da vítima ali dentro. Ele alega em depoimento que pernoitou no motel e, na manhã seguinte, carregou o corpo até o porta-malas do veículo. Depois, Cláudio conta que saiu dirigindo o carro em direção a Castanhal, pois sabia que os familiares iriam procurar a vítima nessa cidade. 

Foto: Reprodução/Internet
ACUSADO ESTÁ PRESO
Ele afirma que pernoitou em Castanhal e, no dia seguinte, 24, abandonou o carro perto da sede da Polícia Civil, pois ali o corpo não iria demorar a ser encontrado. Após pegar o telefone celular, objetos pessoais da vítima e o canivete usado no crime, Cláudio alega que retornou para Belém de ônibus. Já na capital paraense, ele afirmar que foi jogou os objetos pessoais da vítima em um canal no bairro da Marambaia. No último dia 25, o acusado seguiu para o distrito de Mosqueiro, em Belém, onde pretendia permanecer escondido na casa de conhecidos. 

Após ter a prisão decretada pela Justiça, a Polícia Civil passou a investigar o paradeiro do acusado. Familiares foram informados de que ele estava sendo procurado. Até que, no dia de ontem, por intermédio de um advogado, ele se entregou na sede da Polícia Civil em Castanhal, por volta de 18 horas. O delegado salienta que ainda não tem a qualificação penal definitiva do acusado, pois as investigações continuam. Em princípio, o acusado foi enquadrado nos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas as investigações prosseguem, até porque o dinheiro da vítima não foi encontrado.

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