quinta-feira, 10 de março de 2016

POLÍCIAS CIVIL E MILITAR DESVENDAM MORTE DE CASAL DE COMERCIANTES DE JOIAS EM CURIONÓPOLIS

As Polícias Civil e Militar desvendaram, nesta quinta-feira, 10, o desaparecimento do casal de comerciantes de joias, Eura Lima Guimarães e Antônio Sérgio Barbosa Alves, que moravam em Parauapebas, no sudeste paraense, e estavam desaparecidos desde a manhã de ontem, quando saíram de casa para fazer cobranças da venda dos produtos. Os dois foram mortos durante assalto e os corpos foram encontrados, por volta de 6 horas de hoje, na zona rural de Curionópolis, a 38 quilômetros do município onde as vítimas residiam. Os dois autores do crime foram localizados e um deles foi preso. O outro reagiu e morreu ao trocar tiros com policiais civis e militares. O preso é Geovane Nascimento Macedo. O outro, que morreu, é Daniel Lima de Souza, de apelido "Saddã". O crime foi premeditado. As vítimas foram atraídas até a casa de Katiane Oliveira Santos, acusada de ser a mentora do plano para roubar as joias do casal. 

JOIAS, DINHEIRO E MACONHA APREENDIDOS 
Segundo o delegado Heitor Magno Guimarães, titular da Delegacia de Curionópolis, no final da tarde de quarta-feira, 9, a equipe de policiais civis do município foi informada de que as vítimas teriam desaparecido após sair de casa para vir de carro até o município. "As informações repassadas foram de que o casal havia saído pela manhã de Parauapebas para comercializar joias e desde então não havia mais feito contato com a família. A partir de então, a Polícia Civil em integração com a Polícia Militar passou a fazer buscas na região de Curionópolis para tentar localizar o casal", explica o policial civil. 

GEOVANE FOI PRESO
Por volta de 22 horas, após recebimento de denúncias anônimas, a equipe de Curionópolis chegou à residência de Katiane Santos, último local em que o casal foi visto antes de desaparecer. Ela confirmou aos policiais civis que os comerciantes haviam estado no local, para fazer cobrança da venda de joias, mas, após o pagamento da dívida de R$ 900, segundo ela, os dois seguiram para outro destino. A versão apresentada pela mulher passou a ser investigada pelos policiais. Logo em seguida, os policiais civis foram até o bairro Chamolândia, onde encontraram o carro das vítimas, um veículo modelo HB20, de cor preta, abandonado em um matagal. O delegado explica que, durante as buscas na área, as vítimas não foram encontradas. 

CARRO DAS VÍTIMAS
As investigações foram aprofundadas, salienta o delegado, até que a equipe de policiais civis identificou os dois suspeitos - Daniel e Geovane. "Recebemos informações de que eles estariam armados", destacou. Assim, os policiais civis se dividiram em duas equipes por volta de 22 horas. Uma equipe foi até uma casa na Rua Babaçu, onde encontrou Daniel de Souza. Ao perceber os policiais, o suspeito passou a fazer disparos contra a equipe policial. Na troca de tiros, Daniel foi alvejado por dois disparos e morreu no local. Com ele, foi apreendido um revólver calibre 38 e um saco com oito cápsulas de calibre 38 deflagradas. 

A outra equipe policial foi até uma casa, na Avenida Minas Gerais, onde estaria o Geovane Macedo. Ali, o suspeito foi preso em flagrante com cerca de 30 gramas de maconha prensada. Dentro da casa, durante a revista, os policiais encontraram parte das joias e dinheiro roubado das vítimas. 

Ele vai responder pelos crimes de latrocínio - roubo seguido de morte - e tráfico de drogas. Em depoimento, Geovane confessou na Delegacia que matou o casal junto com Daniel para roubar as joias das vítimas e que o crime contou com ajuda de Katiane, que foi usado para atrair as vítimas até sua casa, para o assalto. Ela vai responder por crime de latrocínio como co-autora. Segundo ele, enquanto os comerciantes estavam na casa de Katiane, os assaltantes apareceram no local armados e renderam o casal, mandando as vítimas entrarem no próprio carro. 

Antônio Sérgio foi obrigado a dirigir até uma estrada vicinal, a 14 quilômetros da sede de Curionópolis, onde o casal foi morto a tiros por Daniel, que usou um revólver calibre 38 no crime, possivelmente, a mesma arma usada na troca de tiros com os policiais. Ainda, segundo apurou o delegado, as cápsulas encontradas na casa de Daniel foram retiradas do local onde o casal foi morto. A arma passará por exame de comparação balística para esclarecer se foi a mesma no crime. Depois do crime, segundo Geovane, os dois saíram do local do crime levando o carro das vítimas e esconderam o veículo no matagal. 

VÍTIMAS
Após o acusado informar o local onde os corpos foram deixados, os policiais civis seguiram até a estrada vicinal, na zona rural, sentido da cidade de Redenção, onde estavam os corpos. As vítimas apresentavam perfurações de bala. Segundo o delegado, não foi possível identificar quantos disparos foram deflagrados no casal, o que somente a perícia irá verificar no exame de necropsia. Familiares de Daniel Souza informaram que ele teve diversas passagens pela Polícia, quando adolescente, inclusive por crime de homicídio. Na época, ele chegou a ser internado em uma unidade de internação de adolescentes, em Belém, onde cumpriu pena determinada pela Justiça.

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