sexta-feira, 18 de março de 2016

POLÍCIA MILITAR FAZ SIMULAÇÃO DE AÇÕES DE RISCO COM TRAJE ANTIBOMBA EM BELÉM

Policiais militares do Esquadrão Antibomba que atuam como técnicos em explosivos, da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), fizeram nesta quinta-feira (17) um treinamento prático para uso e conservação do traje especial. Durante a capacitação, o sargento Luison Souza colocou em prática tudo o que aprendeu durante o Curso Técnico Explosivista Policial, finalizado no dia 12 deste mês, em Brasília. “É muito importante nos qualificarmos. O Esquadrão de Bomba está preparado para dar uma rápida resposta contra este tipo de crime. Isso aqui é apenas uma simulação, mas é tão importante quanto uma ocorrência real ”, disse o militar. 

O sargento Jadiel Cardoso também se especializou fora do Estado. No fim do ano passado, ele passou cerca de três meses na Bahia aperfeiçoando a técnica explosivista. “Lá o número de ocorrências envolvendo explosivos é muito grande. Então devido à experiência deles, visamos nossa demanda e nos preparamos para qualquer tipo de ocorrência”, afirmou. O traje antibomba ED09, a ser usado por pessoal técnico especializado da PM, se destaca pela qualidade e eficiência na garantia de segurança ao policial militar no trabalho preventivo em caso de ameaça de detonação de artefato explosivo. Considerado como equipamento de vanguarda no Brasil, importado pela PM paraense junto à empresa norte-americana Berkana, é importante tanto do ponto de vista técnico, quanto pelo investimento feito, uma vez que o traje é dotado inclusive com câmera que permite filmagem em HD.  

“Sempre que a situação envolver qualquer arterfato explosivo, será mobilizada a Polícia Militar, por meio do Esquadrão Antibomba. Logo ao chegar ao local, o técnico explosivo faz uma análise da situação e, se for detectado algum tipo de explosivo, usaremos o equipamento raio-x, para analisarmos o material.

A partir daí decidiremos qual medida antibomba será usada para destruir ou neutralizar o artefato”, disse o capitão Diefferson Cardoso. A PM do Pará é a primeira no Norte do país a adquirir este tipo de equipamento. Graças a esse investimento, passa a atuar de forma muito mais segura em caso de ameaça de explosões por artefatos, explica o comandante da Cioe, major Kleverson Firmino.

“Já tivemos várias situações com o uso de artefatos. Então, o explosivista é quem desativa aquele dispositivo. Para isso, ele tem que estar preparado psicologicamente e munido de equipamentos avançados para intervir nestes tipos de ocorrências. Em termos de tecnologia, o nosso traje é o mais avançado, do tipo antifragmentação, que apenas três Estados brasileiros têm. Equipamento de primeira, aliado a três técnicos explosivistas muito bem capacitados, dois formados no Distrito Federal e um na Bahia” concluiu.

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