quinta-feira, 28 de novembro de 2013

POLÍCIA FEDERAL DESMONTA ESQUEMA DE FRAUDES QUE RENDEU MAIS DE R$ 20 MILHÕES EM SONEGAÇÃO FISCAL

Empresas envolvidas em um esquema de fraudes tributárias e crimes contra o sistema financeiro, como lavagem de dinheiro, sonegaram mais de R$ 20 milhões segundo investigações da Polícia Federal do Pará divulgadas nesta quinta-feira (28) em entrevista coletiva a jornalistas. Realizada em parceria com a Receita Federal, a “Operação Manirroto” cumpriu 56 mandatos judiciais, sendo sete de prisão temporária. Cento e vinte policiais federais e 40 servidores da RF participaram da operação, que investigou uma organização criminosa que utilizava empresas de factoring para cometer crimes tributários e lavagem de dinheiro. Na residência de um dos suspeitos de envolvimento no esquema, ex-gerente do Bradesco e presidente do Sindicato de Factoring do Pará, os agentes da PF encontraram R$ 11 milhões em dinheiro. 

Polícia Federal Pará (Foto: Reprodução/ TV Liberal)
UM DOS ALVOS DA POLÍCIA FEDERAL
Polícia Federal Pará (Foto: Reprodução/ TV Liberal)
POLICIAL CUMPRE BUSCA E APREENSÃO
As empresas de factoring têm como objetivo fornecer recursos financeiros para viabilizar atividades de pequenas e médias empresas. No esquema criminoso, ao invés disso, o dinheiro, que deveria chegar a pessoas jurídicas, era emprestado a juros para pessoas físicas, atividade que só é permitida por instituições bancárias.Trinta e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas empresas e residências dos investigados, além de outros 16 de condução coercitiva. As ações ocorrem em Belém e vários municípios do estado do Pará. A Justiça Federal decretou também o sequestro de bens e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos. 

As investigações iniciaram há um ano após suspeitas de que pessoas físicas e grupos empresariais praticavam atividades ilícitas. "Os acusados utilizavam os segmento de factoring para praticar atividades de instituição financeira, como empréstimos de pessoas físicas e jurídicas. Estes empréstimos não eram contabilizados e registrados no sistema financeiro", explicou a delegada Milena Ramos, da Polícia Federal. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Uálame Machado, mais de 450 cheques foram encontrados na residência de um dos investigados, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, totalizando cerca de R$ 11 milhões. "A quantidade de cheques apreendidos foi muito elevada, mas confirmou o que vinha sendo investigado", disse Uálame.

Operação apreende mais de R$ 11 mi em cheques (Foto: Thiago Gomes/Diário do Pará)
ENTREVISTA COLETIVA
APREENSÕES
Durante os trabalhos de investigação, foi descoberto que pessoas ligadas ao grupo suspeito seriam beneficiárias “laranjas”, pessoas que emprestariam suas contas bancárias para servir de entreposto ao dinheiro movimentado pelo grupo, que repassava depois para os verdadeiros destinatários. O grupo criminoso mostrou, durante as investigações da PF, um grande avanço financeiro, ostentando bens de luxo incompatíveis com os rendimentos declarados à Receita Federal. O nome da operação faz alusão à designação dada à pessoa que é gastadora, esbanjadora. Os suspeitos de envolvimento no esquema estão à disposição do Sistema Penal e vão responder por crimes contra o sistema financeiro, ordem tributária e lavagem de dinheiro.

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