sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POLÍCIA CIVIL PRENDE AUTORA DE LATROCÍNIO QUE ESTAVA FORAGIDA EM SALINÓPOLIS

A Polícia Civil transferiu, nesta sexta-feira, 22, para o presídio do Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua, na Grande Belém, Mirlene Mara Lima Corrêa, de 26 anos, presa na última quinta-feira, 21, em Salinópolis, nordeste do Pará, acusada de cometer crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Com mandado de prisão decretado pela Justiça, ela foi localizada por uma equipe da Divisão de Homicídios, de Belém, por volta de 17h30, quando caminhava perto do Mercado Municipal, no bairro Porto Grande. Em depoimento, Mirlene confessou ter assassinado a empresária Ana Célia Algaranhar Gonçalves, de 60 anos, em 13 de agosto deste ano. 

Polícia Civil
PRESA
O crime ocorreu no interior da pousada “Cabaninha”, situada na Alameda Bittencourt, 1221, de propriedade da vítima. Os policiais recuperaram objetos roubados do local do crime e apreenderam um facão. A ordem de prisão foi cumprida pelo delegado Dauriedson Bentes e pelos investigadores Ciríaco Assunção, Maurício Cardoso e Alexandre Limão, que investigavam o paradeiro da acusada desde a última terça-feira. O delegado apurou que a acusada esteve hospedada em um dos quartos da pousada, que havia alugado pelo período de um mês. 

Os quartos do estabelecimento ficam em área anexa à sede da pousada, por isso a acusada dispunha de cópia da chave do quarto, ao qual tinha livre acesso. Na época do crime, a empresária, que morava sozinha em Salinópolis, em cujo Mercado Municipal era também dona de um box, havia viajado para passar três dias com a família, em Belém. “Ela trabalhava pela manhã, no box, e à noite ficava na pousada”, explicou o delegado. No depoimento, a acusada admitiu ter assassinado Ana Célia após uma discussão. Ela contou que, no dia do crime, por volta das 21 horas, após chegar de viagem, Ana Célia teria flagrado Mirlene fazendo um churrasco dentro do quarto. A empresária reclamou da fumaça que invadiu a pousada, o que ocasionou uma discussão entre as duas. 

Polícia Civil
APREENSÕES
Segundo a própria Mirlene, após o desentendimento a vítima foi para o interior da sede da pousada, mas a hóspede, sentindo-se humilhada, armou-se de um facão e foi atrás, atacando-a enquanto tomava banho. Depois do crime, a acusada saqueou a casa, apossando-se de diversos objetos, como televisor, aparelho de DVD, tênis e ferro elétrico, entre outros. Em seguida, fechou a pousada e fugiu. O corpo da vítima foi encontrado já em estado de decomposição, depois que o marido tentou inutilmente falar com ela por telefone. Foi ele quem acionou a polícia. Uma testemunha confirmou a presença da hóspede na pousada, transformando-a em única suspeita do crime. 

Isso propiciou a confecção de um retrato-falado, mas na pousada não havia qualquer registro do nome da hóspede, o que dificultou o trabalho investigativo. Os policiais chegaram, no entanto, ao nome da acusada, que morava na localidade de Vila Cuiarana, situada na rodovia de acesso a Salinópolis. Com base nas provas, o delegado conseguiu junto à Justiça a decretação do mandado de prisão e do mandado de busca e apreensão na casa da acusada. Ao ser presa, Mirlene portava uma mochila dentro da qual havia três facas. Na casa dela, os policiais apreenderam um terçado, provável arma do crime, e os objetos levados da pousada. Conforme o delegado, as investigações continuam, já que há suspeitas de que um homem tenha ajudado a acusada na fuga.

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